A indústria diversificada e a forte vocação de Bauru para o setor terciário fizeram com que o Produto Interno Bruto (PIB) da cidade crescesse acima da média nacional. Enquanto o País cresceu 2,7% entre 2010 e 2011, o aumento em Bauru foi de 7,5%, pouco abaixo da média estadual, que foi de 8%.
Por mais um ano, a cidade também figura na lista das 100 localidades brasileiras com maior PIB. No ranking, tem o 76º melhor índice do País e o 21º do Estado, conforme dados divulgados ontem pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e Fundação Sistema Estadual de Análise de Dados (Seade).
O PIB representa a soma do valor de todos os bens e serviços finais produzidos em uma região, num determinado período. Trata-se de um dos indicadores mais utilizados na macroeconomia para mensurar a atividade econômica, que inclui o desempenho de setores como agricultura, indústria, serviços e comércio.
Em 2011, Bauru ficou à frente de outros 5.494 municípios brasileiros, entre eles cidades paulistas de mesmo porte como Franca e São Carlos, que não aparecem na lista das 100 mais. O acumulado da cidade foi de R$ 7,972 bilhões, 7,5% a mais do que o total registrado em 2010, de R$ 7,417 bilhões. O resultado alcançado correspondeu a 0,19% do PIB total do Brasil e a 0,59% de todo o PIB do Estado de São Paulo.
Ainda que o País esteja enfrentando um fenômeno de desindustrialização, o secretário municipal de Desenvolvimento Econômico, Arnaldo Ribeiro, analisa que Bauru obteve um bom desempenho porque o setor, na cidade, é bastante diversificado. Por não depender de um único ramo de produção, em momentos de crise internacional como os atravessados nos últimos anos, a economia da cidade acaba não sendo significativamente influenciada.
Microempreendedores
Ribeiro também lembra que, embora a cidade conte com grandes empresas nos ramos moveleiro, alimentício, de baterias automotivas, papelaria e plástico, os pequenos e microempreendedores têm se lançado no mundo dos negócios e desempenhado um papel importante para o desenvolvimento da cidade.
“A prefeitura tem buscado ser um facilitador deste processo, dando suporte para a abertura e gestão destes novos empreendimentos. Embora haja uma dificuldade por conta da falta de áreas, temos tido sucesso na consolidação destas iniciativas”, frisa.
Ainda no ramo industrial, o economista Reinaldo Cafeo cita o bom e prolongado momento vivido pela construção civil, que tem dado continuidade à concretização de seus projetos imobiliários para atender a todas as classes sociais. No entanto, o carro-chefe da economia de Bauru sempre foi o setor terciário, que engloba os segmentos de comércio e serviços e respondeu por 70,4% do PIB alcançado em 2011.
Além dos novos estabelecimentos e complexos comerciais que se instalaram na cidade nos últimos anos, Cafeo destaca os resultados obtidos por empresas prestadoras de serviços, como as recuperadoras de crédito e as que atuam nas áreas de educação e saúde. “Elas possuem uma atuação notável na geração de empregos e produção de riquezas na cidade”, observa.
Por sua liderança regional e por sua posição geográfica estratégica, a cidade também fortaleceu sua vocação para o turismo de negócios.
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Comércio e serviços: 70% do PIB
O setor terciário, que abrange as atividades de comércio e serviços, foi responsável por gerar 70,4% do Produto Interno Bruto (PIB) de Bauru em 2011. Naquele ano, o PIB do segmento foi de R$ 5,616 bilhões, enquanto o resultado da indústria foi de R$ 1,424 bilhão e o da agropecuária, de R$ 21 milhões. No ranking do PIB específico do setor de comércio e serviços, a cidade teve o 57º melhor desempenho entre os 5.570 municípios brasileiros.
