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Celso Sacomandi
| Tempo de leitura: 5 min

FEIJÃO CAMPEÃO

O brasileiro João Souza (Feijão) conquistou no último domingo o Aberto de São Paulo, disputado no Parque Villa Lobos. Na final, venceu o colombiano Alejandro Gonzales, 91º do mundo. O torneio teve uma premiação de US$ 125 mil e 125 pontos no ranking ao campeão. Com os pontos conquistados, Feijão é, agora, o brasileiro melhor colocado em ranking mundial (ATP), na 116ª posição. Thomaz Bellucci, segundo melhor colocado, ocupa agora a 125ª  posição. Em ranking de duplas, os mineiros Bruno Soares, na terceira posição e Marcelo Melo, na sétima, são os melhores colocados. No feminino, a pernambucana Teliana Pereira, na 95ª posição, é a brasileira melhor ranqueada. 


MAIS RESULTADOS

Além do Aberto de São Paulo, outros três importantes torneios foram encerrados no último final de semana. No ATP 250, de Brisbane (Austrália), o australiano Lleyton Hewitt surpreendeu ao vencer na final o suíço Roger Federer. No ATP 250 de Chennai (Índia), o suíço Stanislas Wawrinka foi campeão, sendo o francês Roger Vasselin, vice. Em Doha, no Catar, também em um torneio ATP 250, o atual numero 1 do mundo, o espanhol Rafael Nadal, foi o campeão e o francês Gael Monfils, vice-campeão. O brasileiro Bruno Soares e o austríaco Alexander Peya foram vice-campeões em duplas no torneio de Doha, sendo derrotados na final pelos tchecos Tomas Berdych e Jan Hajek. 


AGORA TREINADORES

“Ter um treinador que já foi número 1 do mundo, pode ser bom apenas para jogadores que buscam autoconfiança ou motivação”. Essas são palavras do espanhol Rafael Nadal, que disse também:  “Jogar bem tênis não é algo tão difícil, de modo que o técnico ou treinador não são tão importantes”. Outros jogadores não pensam da mesma maneira e começaram o ano com técnicos que já foram ‘grandes’ em suas épocas e, portanto, conhecem bem o caminho do sucesso. O britânico Andy Murray tem como técnico o tcheco Ivan Lendl (com oito Grand Slams); o americano Michael Chang (campeão de Roland Garros em 1989) treina o japonês Kei Nishikori; o espanhol Sergi  Bruguera (bicampeão em Roland Garros, em 1993/94), o francês Richard Gasquet; o alemão Boris Becker (com seis títulos em Grand Slam) é o novo técnico do sérvio Novak Djokovic; por último, o sueco Stefan Edberg (com sete títulos em Grand Slam, número 1 do mundo em simples e duplas, simultaneamente) está, agora, treinando o suíço Roger Federer. A pergunta mais frequente sobre essa nova “parceria” é: O que um técnico pode ensinar ou passar à Federer, maior vencedor em Grand Slam, com 17 títulos, além de recordista em semanas como primeiro do mundo, 302? Pelo menos uma das opiniões de Nadal sobre os treinadores cabe bem por aqui: motivação.   


MISTAS COM FEDERER

A americana Serena Willians, disse que considerou pedir ao suíço Roger Federer para jogar duplas mistas com ela no Aberto da Austrália, que começa no próximo dia 13. “Depois de ter visto que Federer estava jogando duplas em Brisbane (na semana passada), pensei: vou convidá-lo para jogar as mistas comigo. Imediatamente me dei conta que a prejudicada seria minha irmã Venus, minha parceira nas duplas femininas. Sim, porque não tenho físico para disputar as três provas, simples, duplas femininas e mistas”, disse a atual numero 1 do mundo. O desejo de Serena se deve ao fato de ela nunca ter vencido um Grand Slam em duplas mistas. Ao lado de Federer, o titulo seria praticamente certo.


DICA-1

Durante uma partida, pensamentos aparecem depois de cada ponto, alguns deles negativos. Procure bloquear os maus pensamentos. Conversas internas, positivas, podem te levar para a frente, da mesma forma que sentimentos negativos te deixarão inseguro e temeroso. Quando vier um pensamento negativo, pare, respire fundo, e pense nos objetivos e em alguns bons pontos que conseguiu há pouco. Frequentemente, vemos jogadores profissionais pararem para mexer nas cordas da raquete. Muitas vezes as cordas não precisam de ajustes, mas enquanto o fazem, estão se concentrando, recuperando o foco.


DICA-2

É muito frustrante, depois de uma longa troca de bolas, receber uma bola mais curta (perto da linha do saque) e mandá-la pra fora, ou na rede. É importante observar que quanto mais perto da rede você for executar o golpe, menor será a distância até a linha de fundo. Sendo assim, não é preciso muita violência para mandar a bola no fundo da quadra, a menos que você use muito “top spin” (tipo de efeito que faz a bola cair rapidamente e subir muito ao tocar no piso da quadra). Outro fator importante, é que quanto mais perto da rede estiver, ela lhe parecerá mais alta, principalmente nas laterais, pois nesses lados a rede é, efetivamente, 15,6 cm mais alta que no centro, pois nas laterais, mede 107 cm, e no centro, 91,4 cm de altura.


CURIOSIDADE

O suíço Roger Federer perdeu no último domingo a final do ATP 250 de Brisbane (Austrália) para o australiano Lleyton Hewitt. Com o resultado, chegou à marca de 926 vitórias e 216 derrotas na carreira, que começou em 1998; a quarta melhor marca na história. O maior vencedor é o americano Jimmy Connors, com 1.253 vitórias e 278 derrotas, mas em uma carreira de 24 anos, de 1973 a 1997. O segundo maior vencedor é o tcheco Ivan Lendl (atual técnico de Andy Murray), com 1.071 vitórias e 239 derrotas, com uma carreira de 17 anos, entre 1978 e 1995. Em terceiro lugar, aparece o argentino Guillermo Vilas, com 929 vitórias e 215 derrotas, em 22 anos de carreira, de 1973 a 1995.


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