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Em apenas quatro dias, três afogamentos de crianças foram registrados no País causados pelo sistema de limpeza de piscinas. O Jornal da Cidade mostrou, na edição de anteontem, a ocorrência mais recente, em que uma estudante de 11 anos morreu afogada após ter os cabelos sugados em um ralo no fundo da piscina, em Linhares (ES).
O tenente Victor Félix Tozi Bonfim, do Corpo de Bombeiros de Bauru, afirma que os afogamentos ocupam o 2º lugar entre as principais causas de morte de crianças no Brasil – estão atrás apenas dos acidentes de trânsito. Além disso, 89% dos casos ocorrem por falta de supervisão de um adulto.
Entre as principais armadilhas para os pequenos estão as piscinas, as banheiras, os vasos sanitários e, até mesmo, os baldes cheios de água. Bonfim reforça que a supervisão de um responsável evitaria qualquer tragédia nesse sentido.
Em relação às piscinas, caso uma criança fique presa no ralo pelos cabelos, pelos braços ou pelas pernas, o primeiro procedimento seria ligar imediatamente para o 193, número de emergência do Corpo de Bombeiros.
Por telefone, enquanto os bombeiros não chegam ao local, um atendente orienta a pessoa que está do outro lado da linha para que ela preste apoio à vítima. O próximo passo seria desligar o filtro da piscina e, apenas se o socorrista souber nadar, ele deve tentar retirar a criança do local.
“Depois de contatar o Corpo de Bombeiros e de desligar o filtro da piscina, a pessoa que for retirar a criança deve ter, pelo menos, um conhecimento prévio e saber nadar, porque senão ela vai se tornar outra vítima”.
Bonfim acrescenta que, a cada um minuto debaixo d’água, uma criança perde 10% de chance de sobreviver.
No caso de praias ou de clubes, os salva-vidas conseguem fazer os primeiros socorros e as chances de as crianças sobreviverem aumentam. Mas, mesmo assim, o Corpo de Bombeiros deve ser acionado.
Serviço
O Corpo de Bombeiros de Bauru realiza palestras em instituições sobre prevenção de acidentes, principalmente de afogamentos envolvendo crianças. Os interessados em participar de um bate-papo com os bombeiros podem entrar em contato pelo telefone (14) 3222-5553 ou ir até a sede da corporação, que fica na rua Marcondes Salgado, 2-32, no Centro.
Piscina segura
Edson Carlos Ramos Tayar é gerente de uma loja de piscinas de Bauru e trabalha há 24 anos na área. Ele conta que a primeira orientação que dá aos clientes que adquirem uma piscina é que fiquem de olho nas crianças.
Para Tayar, essa é a melhor forma de evitar uma tragédia. Entretanto, existem equipamentos e procedimentos que reforçam a prevenção. Utilizar dois drenos de fundo, que dividem a capacidade do motor e, com isso, diminuem a força dos ralos, seria uma opção.
Tayar também indica o uso de redes de proteção visíveis quando as piscinas estão desocupadas. Portanto, o casamento entre a supervisão de um adulto e a instalação de equipamentos de segurança pode evitar que o pior aconteça.
