Polícia

Homem que matou a ex-mulher pega 12 anos de prisão

Por Cinthia Milanez | Especial para o JC
| Tempo de leitura: 2 min

Reprodução/Facebook

A vítima Mirian Palmeira Quina com a irmã, Ana Rose; no detalhe, Eduardo Janini

O primeiro júri popular do ano condenou, na tarde de ontem, o réu confesso Eduardo Antonio Janini a 12 anos de prisão, por homicídio qualificado.

No dia 27 de outubro de 2012, Eduardo, que tinha 40 anos na época, asfixiou a ex-mulher Mirian Palmeira Quina, 21. Mãe de duas meninas, ela morreu nas mãos do ex-companheiro na Vila Dutra, em Bauru. Em seguida, ele confessou o crime e ficou preso no Centro de Detenção Provisória (CDP) de Bauru até o julgamento.

O juiz da 1ª Vara Criminal de Bauru, Benedito Antônio Okuno, sentenciou o réu a 12 anos de reclusão, a serem cumpridos, inicialmente, em regime fechado.

De acordo com o advogado de defesa do réu, Gilberto Pupo Ferreira Alves, a condenação do júri foi justa. Ele acrescenta que ainda vai conversar com o réu, mas acredita que não existe a intenção de recorrer.

“Consegui fazer com que todas as circunstâncias fossem observadas e que Eduardo realmente tivesse uma pena justa”, frisa o defensor.

Para o promotor João Henrique Ferreira, responsável pela acusação, a pena foi adequada, uma vez que o júri reconheceu a tese da defesa, que dizia que o crime foi motivado por relevante valor moral e que foi confessado pelo réu, e da acusação, de que Eduardo cometeu homicídio qualificado com os agravantes de reincidência e de violência contra a mulher em ambiente doméstico.

“Os jurados reconheceram todas as teses da acusação e também algumas teses da defesa, que não havia como negar, de modo que, aparentemente, a pena está adequada. Por ora, vou estudar e verificar com mais tranquilidade se há espaço e possibilidade para recurso”.

Familiares

Toda a família da vítima acompanhou as oito horas de júri vestindo uma camiseta com uma foto da jovem junto à palavra “justiça”. Ana Rose Palmeira, irmã de Mirian, esperava mais anos de condenação para Eduardo e destaca que nada vai trazer a jovem de volta. “O que me conforta é saber que ele vai ficar uns bons anos longe da nossa família”.

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