MÉCA EM BAURU
Passando férias em Bauru, o tenista bauruense Júlio Góes (Méca), ex- número 68 do mundo (1985), atualmente professor de tênis do Clube Athletico Paulistano-SP, tem, nos finais das tardes, batido uma “bolinha” no Bauru Tênis Clube. Seus parceiros e adversários são amigos de infância e companheiros da época em que disputava o circuito profissional. Na última sexta-feira, depois de mais uma partida amistosa, tradicionais tenistas do BTC e amigos de Méca se confraternizaram em um churrasco de carneiro. Oferecido por Marcos Guedes (Tico), temperado e assado por Celso Oliveira (Negão), o churrasco foi apenas um motivo para que os amigos se reunissem. Na foto, da esquerda para a direita: o talentoso Eder Pacifico, Roger Guedes (93º do mundo em 1979, atualmente terceiro em ranking da categoria 60/64 anos), Méca e André Cury que, mesmo aos 36 anos, mantém seu eficiente e potente “forehand” (direita para destros), capaz de tirar a raquete das mãos dos mais desavisados.
CALOR NO ABERTO AUSTRALIANO
A temperatura no Aberto da Austrália, primeiro Slam do ano, tem atingido marcas acima dos 40º C. Até o último domingo, 11 jogadores abandonaram a quadra por não suportarem o calor e a umidade. Curioso é que nenhum tenista considerado “top” esteja entre essas desistências; são melhores em nível de jogo e, também, fisicamente. Na verdade, antes de ser um bom jogador é preciso ter um ótimo físico. Para demonstrar como a quadra tem estado extremamente quente, o sérvio Novak Djokovic, segundo mundo, postou em uma rede social um vídeo com um ovo sendo frito sobre o piso da quadra.
NUNCA SATISFEITO
Em quatro partidas que fez no Aberto da Austrália, em andamento, o tcheco Tomas Berdych não perdeu nenhum game quando sacou, de um total de 53. Nesses games em que serviu, apenas por quatro vezes, esteve a um ponto de ter seu saque quebrado (break points). Mesmo assim, Berdych diz que seu saque precisa de um pequeno ajuste.
NO JUVENIL
Na chave juvenil do Aberto da Austrália (até 18 anos), quatro brasileiros estavam inscritos: Rafael Matos, Gabriel Hocevar, Marcelo Zormann, no masculino; e Letícia Vidal, no feminino. O tenista da cidade de Lins, Marcelo Zormann, 20º do ranking mundial juvenil, foi o único brasileiro que passou pela primeira rodada. Começou no tênis com o incentivo e orientações técnicas de seu avô, Sérgio Zormann, conhecido e estimado professor de tênis da cidade de Lins. Atualmente treina em Porto Alegre (RS), no Instituto Gaúcho de Tênis.
DICA
Apertar demais o cabo da raquete dá a falsa impressão de maior controle nas batidas, mas na verdade gera fadiga prematura dos músculos do braço e, também, a perda de potencia nos golpes. Jogadores experientes apertam o cabo da raquete com moderada força, embora possam apertar mais ou pouco menos em momentos específicos do jogo. Outros empunham a raquete de maneira bem leve. Em resumo, existem três tipos de “força” para segurar o cabo da raquete e cada maneira tem suas consequências: 1-Com muita força, os músculos se contraem resultando em fadiga prematura dos mesmos, o que também faz com que a terminação do movimento fique curta; 2- Com média força, que seria a ideal, o jogador alcança força, fluidez e controle em seus golpes, pois permite apertar e soltar o cabo da raquete, dependendo da escolha do golpe; 3- Com pouca força, como preferem muitos jogadores antes de sacar, chegando a segurarem a raquete usando apenas quatro dedos até a hora do contato com a bola, ganhando mais potencia com o pulso mais solto. Segurar a raquete com pouca força facilita também na execução de “drop-shots” (curtinhas), voleios curtos ou qualquer outro golpe em que você queira reduzir o peso ou a força da bola.
CURIOSIDADE - 1
Em ranking de jogos vencidos, o suíço Roger Federer aparece, atualmente, na terceira posição, com 930 vitórias. O maior vencedor é o americano Jimmy Connors, com 1.253, seguido pelo tcheco Ivan Lendl, com 1.071. Se Federer, ainda em atividade, ganhou menos que os dois primeiros, também perdeu menos. Até hoje, são 216 derrotas do suíço, contra 278 de Connors e 239 de Lendl. Connors jogou entre os anos, 1973 a 1997; Lendl, 1978 a 1995. O brasileiro Gustavo Kuerten, tricampeão de Roland Garros e número 1 do mundo no ano 2000, em 16 anos de carreira como tenista profissional (1993 a 2009), venceu 358 jogos e perdeu outros 195.
CURIOSIDADE - 2
Ao entrar na quadra para o jogo de primeira rodada pelo Aberto da Austrália, Federer bateu mais um recorde: é, agora, o tenista com mais participações em torneios do Grand Slam, com 57 disputados. O sul-africano Wayne Ferreira, aposentado em 2004, é o segundo desse ranking, com 56 Slams. Federer detém também o recorde de títulos em torneios do Grand Slam, com 17, e o de numero de semanas no topo do ranking, com 302.
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