Se pagar impostos fosse agradável, teria certamente outro nome, como doce. Mas todos sabemos que não se sobrevive sem dinheiro. Se, por exemplo, um garoto recebe uma caixa de engraxate, terá que dispor de escova e graxa, caso contrário, de dinheiro para adquiri-los. É assim a nossa vida e a dos governantes.
Nunca fui e não sou contra pagar impostos. Não me conformo é em ver o nosso dinheiro indo pelo ralo, sustentando profissionais da política, como na Emdurb, a ponto de autoridades do Judiciário exigirem que diminuam as "mamatas". O que continua no DAE e na própria prefeitura (onde, a maioria, é moeda de troca dos próprios políticos), para não mencionar outras instâncias do poder público (no Legislativo em todos os seus níveis).
O nosso suado dinheiro pagando salários polpudos de pessoas que, não raro, sequer se apresentam em seus locais de trabalho. Atualmente, no Brasil, só se fala em corrupção. Sabemos que ela existe no mundo todo, mas aqui ela já está institucionalizada. A última que ficamos sabendo é que a nossa presidente irá, no fim deste mês, a Cuba inaugurar um porto novinho em folha, financiado pelo BNDES, num custo total de aproximadamente US$ 700 milhões. Dinheiro nosso, leitor.
Aí eu pergunto: que benefício este porto irá trazer ao Brasil? E a quantas pequenas e médias empresas foram negados empréstimos que serviriam para incrementar sua produção? Daí o nome lá em cima: imposto, porque só assim a gente paga. Em tempo: todos os documentos referentes à construção deste porto tem a inscrição: sigilo. E para encerrar, mais uma vez pergunto: onde está a oposição que, ao que nos consta, seria nosso fiscal?
Carlos Bonora