Tribuna do Leitor

Polícia Militar Rodoviária


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Em 30/01/2014 foi publicada na Tribuna do Leitor, pg. 23 deste jornal, uma denúncia assinada por "Márcio M. Carvalho", denominada "Exemplo que vem de cima", criticando a aquisição de "viaturas de luxo" para oficiais e excesso de velocidade praticado por eles na rodovia Marechal Rondon.

Inicialmente observo que as Unidades de Polícia Militar Rodoviária estão à disposição da comunidade para receber, pessoalmente, qualquer tipo de denúncia. Vivemos num Estado Democrático e de Direito, o qual permite a qualquer cidadão fiscalizar os serviços prestados por todos os órgãos e instituições públicas.

Por meio desta Tribuna, que é um eficaz canal de comunicação do Jornal da Cidade, todo cidadão também pode denunciar; porém, com responsabilidade, conhecimento, ética e respeito, evitando-se a violação da imagem e honra de pessoas de bem, ou instigando a sociedade contra a PMESP, uma instituição séria e com excelentes propósitos.

Temos nas denúncias uma oportunidade de melhoria e de depuração dos nossos desvios, portanto, não há o que se falar em corporativismo ou coleguismo nos processos de apuração, tal como sugeriu o Sr. Márcio. E sobre o que denunciou nesta Tribuna, após as apurações verifica-se o seguinte:

Que as viaturas são veículos normais como qualquer outro. A diferença está no uso que se faz desses veículos. As atividades de policiamento ostensivo e de repressão imediata, realizadas pelo Policiamento Rodoviário, demandam um uso diferenciado daquele feito pelo cidadão comum, fatores tais que nos direcionam para a aquisição de veículos com o melhor perfil técnico possível. Portanto, não é luxo, é a necessidade em disponibilizar aos policiais, na medida possível, veículos que tenham a máxima agilidade, dirigibilidade, segurança, pouca manutenção, entre outros fatores técnicos exigidos. Outro fator considerado é a distinção entre as funções exercidas em decorrência do Posto ou Graduação dos policiais, ou seja: enquanto um cabo ou soldado atua num perímetro de 30 a 60 km de distância, um capitão tem uma área de atuação de, pelo menos, 757 km (a maior é de 1.407 km), o que requer uma viatura diferenciada das demais.

Equipamentos e veículos de qualidade permitem a prestação de serviço com qualidade. É isso que a sociedade merece e é o que vem ocorrendo. A cada três anos a frota tem sido renovada, de forma que a qualidade das viaturas e dos equipamentos tem sido melhorada ano a ano, seja para as Praças ou para os Oficiais.

Nessa evolução, a PMESP equipou todas as suas viaturas com um meio eletrônico de controle para aferição da velocidade desenvolvida por suas viaturas e outtros tipos de consulta: Terminal Móvel de Dados (TMD) o qual afere a velocidade por meio do Sistema de Posicionamento Global (GPS-Global Position System) e, após análise dos dados extraídos dos equipamentos das viaturas marca Toyota, modelo Corolla, chegamos à conclusão de que a viatura que passou por Avaí/SP (SP 300) "por volta de 20h" é a de prefixo R-02401, de uso do capitão comandante da Companhia de Araçatuba, a qual estava sendo conduzida por um soldado (sozinho), com o fito de permanecer na reserva do batalhão, em Bauru, para manutenção e instalação de equipamentos no sistema de rádio comunicação, na empresa Constel, sendo que a velocidade máxima por ela desenvolvida e apontada no relatório replay da viatura, no trecho da SP 300, entre Pirajuí e Bauru, passando por Avaí, era de 106 km/h, portanto, inferior àquela estimada pelo Sr. Márcio (160 km/h).

Aliás, após alguns cálculos matemáticos básicos realizados a partir dos dados apresentados pelo Sr. Márcio (que não é o caso de transcrevê-los aqui), ficou claro que a estimativa de velocidade da viatura denunciada de 160 km/h, foi equivocada e segundo sua própria opinião.

Aproveitamos a oportunidade para convidar o Sr. Márcio para visitar a Sede do 2º Batalhão de Polícia Rodoviária, situado à avenida Cruzeiro do Sul, nº 14-71, Vila Coralina, Bauru/SP, onde poderá conhecer de perto a nossa filosofia de trabalho, sempre voltada para bem servir às comunidades, sob a proteção de Deus, e compromissados com a defesa da vida, integridade física e dignidade da pessoa humana.


Daniel Correia de Godoy - comandante interino do 2º BPRv

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