Na última quinta-feira, 30/01, demos adeus a Geraldo Pereira Nunes. Geraldo, um nome indígena de guerreiro, que nunca desiste, nunca se deixa abalar. E assim era ele: guerreiro, incansável.
Ajudou desde pequeno a criar todos os irmãos, pois perdera o pai muito cedo. Lutou contra a fome, lutou contra a miséria, lutou contra a hanseníase, para criar os filhos e os netos, contra o mal de Parkinson e o mal de Chagas. Lutou e venceu.
Veio da Bahia com mulher e filhos sem saber o que os esperava. Foi negado pela família com quem contava em São Paulo, quase foi separado dos filhos, perdeu seus direitos e os reconquistou.
Com o suor do corpo construiu casa, educou os filhos, constituiu uma verdadeira família. Sempre foi querido e bem recebido por todos que o conheceram. Religioso, era humilde e amava os animais.
Sempre bem-humorado, quando mais novo gostava muito de pregar peças, mas não levava desaforo pra casa.
Bondoso como ele só. O único mal que tinha em si era o que trouxe da Bahia, presente de um besouro, contra o qual lutou por muito tempo, e veio ontem a ser vencido por ele. Assim nós damos adeus a um grande guerreiro. O maior guerreiro que essa família já conheceu. Vai em paz, vô. Seu neto que te ama.
Dannilo Joe Nunes da Silva