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Inflação de 0,55% em janeiro é a menor para o mês desde 2009 |
Após uma forte alta em dezembro (0,92%), o IPCA, índice oficial de inflação, desacelerou e registrou uma taxa de 0,55% em janeiro, segundo dados divulgados pelo IBGE nesta sexta-feira (7).
O índice é o mais baixo registrado para o mês desde 2009. No acumulado em 12 meses, a taxa ficou em 5,59%.
A menor pressão se deve especialmente ao período de fim do impacto do reajuste da gasolina, que ocorreu no final de novembro. O combustível teve aumento de 0,60% em janeiro, abaixo dos 4,04% em dezembro.
Outro alívio veio das passagens aéreas, que registraram queda de 15,88% -o item havia sido um dos vilões em dezembro, com avanço de 20,13%.
O etanol também subiu menos -1,43%, abaixo do 4,83% de dezembro. Diante desses impactos e sobretudo por conta da retração do preço das passagens áreas, o grupo transporte registrou leve deflação, de 0,03%, em janeiro e foi o principal responsável pela freada da inflação no primeiro mês do ano.
Os alimentos, por outro lado, mantiveram-se em alta (0,64%) em janeiro, embora um pouco menor do que em dezembro (0,89%). O grupo sofre com o clima seco, o forte calor neste verão e a alta do dólar (que torna mais caro produtos importados, como o trigo e seus derivados).
A alta de destaque ficou com o grupo despesas pessoais, que subiu 1,72%, mais do que o 1% de janeiro. A alta decorre dos aumentos de preço de serviços, como empregado doméstico (1,03%) e pacotes de viagem (9,26%), além de cigarro (7,79%).
Novas regiões
Pela primeira vez, o IBGE pesquisou, em janeiro, o comportamento dos preços na região metropolitana de Vitória (ES) e Campo Grande (MS).
Nessas áreas, o IPCA ficou em 0,56% e 0,41%, respectivamente. Ou seja, quase no mesmo nível da média das 13 regiões no primeiro caso e abaixo em relação a Campo Grande.
Juros
O resultado de dezembro surpreendera negativamente o mercado e levou o IPCA a fechar 2013 em 5,91% -acima do esperado e superior à marca de 2012 (5,84%).
O IPCA-15 (prévia da inflação oficial) trouxe, porém, certo alívio no fim de janeiro. O índice de 0,67% ficou abaixo do esperado pelo mercado e mostrou menor pressão do que em dezembro, quando a taxa havia sido de 0,75%.
Boa parte da desaceleração, na ocasião, veio por conta queda das passagens aéreas, mesmo durante a alta temporada de verão -o que se confirmou agora no IPCA do mês. Com o resultado melhor da prévia, analistas revisaram para baixo as estimativas para o índice fechado de janeiro, de 0,75% para uma taxa próxima de 0,60%.
Apesar do cenário mais favorável, economistas ainda enxergam problemas à frente, especialmente por conta da menor pressão do dólar e de um repique dos preços administrados (controlados pelo governo), que não devem recuar neste ano sem a ajuda da desoneração das tarifas de energia em 2013.
A expectativa é de alta da conta de luz diante do maior consumo e do uso mais intenso de usinas térmicas, com custo de operação mais alto.
Diante desse cenário e com um nível de consumo ainda elevado embora em desaceleração, economistas esperam novos aumentos da taxa básica de juros afim de conter os aumentos de preço.
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