Agência Brasil |
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Fábio Raposo foi preso nesta manhã de domingo na zona oeste do Rio |
O advogado Jonas Tadeu Nunes condicionou, domingo (9), a colaboração do tatuador Fábio Raposo Barbosa a uma mudança no indiciamento feito contra o jovem no inquérito sobre o ataque ao cinegrafista da TV Bandeirantes Santiago Andrade.
Nunes quer que ele responda por lesão corporal grave, e não tentativa de homicídio, tipo penal pelo qual foi indiciado. O advogado quer também a redução de prazo da prisão temporária, de 30 para 5 dias.
Raposo foi preso nesta manhã na casa da mãe e do padrasto, na zona oeste do Rio. A Justiça concedeu a prisão temporária do tatuador. Ele foi indiciado sob suspeita do ataque ao cinegrafista durante protesto na quinta-feira, no centro do Rio.
A defesa do tatuador afirma que, caso as condições sejam aceitas, ele poderá auxiliar nas investigações. Apesar disso, Barbosa segue afirmando que não conhece o rapaz que deflagrou o rojão que atingiu a cabeça do cinegrafista.
"Ele não apontou ainda quem é, pois não chegamos a um acordo sobre a tipificação do crime. O delegado acha que é tentativa de homicídio. Isso é muito exacerbado. Para mim, foi uma lesão corporal grave", disse Nunes.
O advogado afirmou que Barbosa poderia reconhecer o outro suspeito por foto ou pessoalmente. O homem que detonou o artefato ainda não foi identificado.
O delegado Maurício Luciano de Almeida Silva disse que a mudança na tipificação não ocorrerá por parte da polícia. "Não é aqui que ele tem que pedir a mudança de tipificação, mas sim na Justiça'', disse o delegado.
Silva disse também que busca identificar eventual participação de Barbosa no grupo "black bloc''. O prédio onde o rapaz mora, no Méier, tem uma pichação com referência à organização. Um vizinho disse à polícia que foi o tatuador quem inscreveu os dizeres.
"O nosso interesse é [identificar] a eventual vinculação com alguma organização. Se ele se integrar a essa organização [black bloc] e a gente verificar que ele praticou outros atos de maneira estável e duradoura, associado a outras pessoas, ele poderá ser indiciado por associação criminosa'', disse o delegado.
Barbosa teve duas passagens pela polícia, em outubro e novembro do ano passado, por crimes supostamente cometidos durante protestos. Ele foi autuado por ameaça e dano ao patrimônio.
O tatuador já foi transferido para a carceragem da Polinter, de onde deve ser encaminhado para uma unidade do sistema penitenciário.
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