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Jovem baleado em manifestação tem alta de hospital

Folhapress
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O estoquista Fabrício Proteus Chaves, 22, baleado por policiais militares durante um protesto em São Paulo contra a realização da Copa do Mundo, recebeu alta da Santa Casa. O jovem deixou a unidade de saúde ontem, por volta das 17h.


Ele não conversou com a imprensa. O jovem foi atingido no peito e na virilha, na esquina das ruas Sabará e Piauí, em Higienópolis, região central de São Paulo, o último dia 25 de janeiro.


Fabrício ficou internado por 16 dias na Santa Casa de São Paulo. Ele deu entrada no centro médico com estado de saúde considerado grave. Ficou ao menos cinco dias internado na UTI (Unidade de Tratamento Intensivo) do hospital e passou por ao menos duas cirurgias.


Em depoimento à Polícia Civil ainda no leito médico, Chaves disse que levou um tiro antes de sacar um estilete que tinha no bolso. A versão é diferente da apresentada pelos policiais. Os PMs dizem que o primeiro tiro foi disparado só após Fabrício tentar atacar um deles com o estilete.


O conteúdo do depoimento foi relatado à Folha de S.Paulo por fontes da polícia e confirmado pelo defensor público Carlos Weis, que dá assistência jurídica à família do rapaz. Segundo o defensor, Fabrício agiu em legitima defesa, após levar o tiro.


O rapaz nega que carregava artefatos explosivos em sua bolsa, de acordo com o defensor. Ele afirma que as bombas, feitas com latas de cerveja, pertenciam a Marcos Salomão, jovem que foi rendido pelos policiais na rua da Consolação junto com Fabrício.


Em seu depoimento, Salomão disse que se rendeu imediatamente, mas que Fabrício decidiu fugir.


Ele confirma que estava com os artefatos e diz que os carregava para se proteger dos "atos da Polícia Militar". A polícia diz que Fabrício também portava os explosivos.


Segundo o delegado titular do 4º DP (Consolação), José Gonzaga Da Silva Marques, os indícios apontam para reação em uma legítima defesa dos PMs. Fabrício responde a inquérito por desobediência, desacato e resistência.

    


 

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