Cultura

Direção de Padilha em 'RoboCop' é competente, avalia 'New York Times'

Folhapress
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O jornal "The New York Times" publicou na terça-feira (11) uma crítica sobre "RoboCop", remake do filme de 1987 dirigido por José Padilha, na qual define como "competente" o trabalho do brasileiro.

O texto, assinado pela crítica de cinema Manohla Dargis, apresenta Padilha aos leitores como sendo o homem por trás do "ótimo documentário "Ônibus 174" e do "terrível filme "exploitation" "Tropa de Elite".

A resenhista opina ainda que Padilha se sai melhor como diretor nas cenas de menor escala. "Quanto mais próximo ele chega dos atores, melhor."

De acordo com o jornal, as cenas de maior escala, repletas de violência e computação gráfica, fazem o espectador "procurar o controle de vídeo game".

No entanto, o texto ressalta que, em comparação com o original, o novo "RoboCop" procura uma conexão mais humana com seus personagens, especialmente seu protagonista (vivido por Joel Kinnaman), "misturando lágrimas e balas".

O jornal diz ainda que o filme foi "cuidadosamente atualizado e polido", com menos palavrões e tiroteios. "Aparentemente, cada geração recebe o "RoboCop" que merece, ou que talvez deseje."

O elenco também foi bastante elogiado por Dargis, que vê em Kinnaman "uma estrela em ascensão", ao lado de "excelentes coadjuvantes", entre eles Gary Oldman, Samuel L. Jackson, Michael Keaton e Jennifer Ehle.

Embora a crítica escreva ainda que o filme "sente falta de um ponto de vista", ela reconhece que "atualizar o RoboCop sempre será difícil", uma vez que o primeiro filme, segundo ela, analisava de maneira irônica o momento "pronto para a sátira" dos Estados Unidos, na época sob o segundo mandato do presidente Ronald Reagan.

O longa estreia amanhã nos EUA e em 21 de fevereiro no Brasil.

    


 

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