O governador do Rio, Sérgio Cabral, disse ontem, sem citar nomes, que há partidos e organizações “embutidos” nos protestos violentos no Rio e que os suspeitos de lançar o rojão que matou o cinegrafista da Band estão “inseridos em um contexto maior”.
A declaração foi feita horas antes de o advogado Jonas Tadeu Nunes, defensor dos dois manifestantes, dizer que jovens recebem até R$ 150 para participar de manifestações.
“Esses dois jovens fazem parte de uma concepção de desprezo do institucional, do legal, do democrático. Há grupos e segmentos de partidos políticos que desprezam o processo democrático, as instituições”, disse Cabral.
Em julho de 2013, o vice-governador do Rio, Luiz Fernando Pezão (PMDB), acusou PR e PSOL de darem “viés político” aos protestos. Ele não apresentou provas, e os dois partidos negaram vínculo com manifestantes violentos.
Líder do PR na Câmara e pré-candidato à sucessão de Cabral, o deputado federal Anthony Garotinho não quis se pronunciar ontem.
O deputado estadual Marcelo Freixo (PSOL) negou que o partido pague a militância para participar das manifestações e espera que o advogado Jonas Tadeu prove a denúncia.