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Remédios do Brasil são os mesmos de Cuba, diz médica

Folhapress
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Elza Fiúza/Agência Brasil

Médica Odalis Hernandez disse que todos os remédios existentes no Brasil também são encontrados em Cuba

Na semana passada, a reportagem visitou postos da saúde nas periferias de Salvador e de Fortaleza para ouvir profissionais e pacientes sobre a falta de fiscalização do Mais Médicos. Ouviu elogios dos pacientes ao trabalho dos estrangeiros e poucas queixas sobre a falta de acompanhamento do trabalho.

Na capital cearense, por exemplo, sem a atuação do Conselho Regional de Medicina, a única avaliação, sem periodicidade definida, é de responsabilidade das coordenações dos próprios postos de saúde, segundo a médica cubana Odalis Hernandez.

"Uma supervisora acompanha nosso trabalho e aponta erros e acertos. Acredito que seja um método eficiente de avaliação", disse ela, que trabalha no posto de saúde Evandro Ayres, no subúrbio de Fortaleza.

No Brasil desde outubro, ela diz que recebeu a visita da supervisora "umas cinco ou seis vezes" desde que começou a trabalhar aqui.

"Todos os remédios existentes no Brasil também são encontrados em Cuba. Não há diferenças no procedimento médico", afirma.

Na capital baiana, a dona de casa Maria Vilani Silva, 35, afirma que a chegada de dois cubanos a um posto de saúde de seu bairro deu mais qualidade e celeridade ao atendimento médico.

A estudante Ana Carolina Silva, 18, diz que se surpreendeu com o modo atencioso do cubano. "Acontecia muito de marcar uma consulta e o médico não aparecer. Mas, da última vez que precisei, nem tinha marcado e o cubano me atendeu muito bem."

Em Salvador, a reportagem visitou quatro postos de saúde da família do Subúrbio Ferroviário.

Em três deles, os gerentes das unidades confirmaram sob condição de anonimato que o CRM baiano não fez vistorias para monitorar o trabalho dos profissionais com diplomas de outros países.

Já em Fortaleza, alguns se queixaram da falta de fiscalização do conselho estadual. "Não me sinto segura em uma situação como essa", diz a vendedora Simara Marques.

A opinião é compartilhada pela dona de casa Maristela Diniz. "Eles [cubanos] precisam ser fiscalizados. Não se pode deixar tudo solto desse jeito porque é a população que vai pagar o preço", disse.

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