Regional

No Paranapanema, os reservatórios enfrentam redução

Por Cinthia Milanez | Especial para o JC
| Tempo de leitura: 2 min

Uma forte onda de calor, associada à falta de chuvas, está aumentando o consumo de energia elétrica pelo País. Os reservatórios das Usinas Hidrelétricas Chavantes e Jurumirim estavam, na última terça-feira, com 49,9% e 58% da capacidade de operação, respectivamente. Neste período, os reservatórios poderiam estar com um nível mais elevado. No entanto, a assessoria de imprensa da Duke Energy - responsável pela geração de energia em oito usinas instaladas no rio Paranapanema - ressalta que a operação das duas hidrelétricas ainda está normal.

Um pouco mais distantes da região de Bauru estão as hidrelétricas de Chavantes e Jurumirim. Juntas, elas têm uma potência energética equivalente a 514,96 megawatts e um perímetro de 2.371 quilômetros. Além disso, o município de Chavantes seria a “menina dos olhos” do rio Paranapanema, porque é lá que está instalado o Centro de Operações da Geração (COG) da Duke Energy, que supervisiona e opera remotamente, via satélite, as oito usinas instaladas na região.

Um dos mais importantes aproveitamentos do rio Paranapanema, com 414 megawatts de potência instalada, um perímetro de 1.085 quilômetros e um reservatório de 400 quilômetros quadrados, a Usina Hidrelétrica Chavantes começou a operar em 1971, entre os municípios de Chavantes (SP) e Ribeirão Claro (PR). Sua barragem proporciona o armazenamento de 9,4 bilhões de metros cúbicos de água, regularizando grande parte da vazão média do rio - fato que contribui para o controle de cheias e assegura a irrigação, além de outros usos da água à região ribeirinha.

Não menos importante que a Usina Hidrelétrica Chavantes, a Jurumirim começou a funcionar no ano de 1962, entre as cidades de Piraju (SP) e Cerqueira César (SP), e as suas obras representaram um importante passo para o desenvolvimento em toda a área de influência do rio. Nesta época, a região do Médio Paranapanema recebia energia elétrica de pequenas usinas ou de geradores das próprias prefeituras, que funcionavam poucas horas por dia. Inaugurada a hidrelétrica, diversas cidades da região passaram a ter abastecimento regular de energia.

O alicerce de Jurumirim permite a geração de 100,96 megawatts para o sistema energético brasileiro e a barragem, que levou a regularização ao Paranapanema, tornou possível a operação da Usina Salto Grande em todo o seu potencial. Com um perímetro de 1.286 quilômetros e um reservatório de 7,2 bilhões de metros cúbicos de água e 449 quilômetros quadrados de área inundada, a barragem de Jurumirim é peça-chave para o aproveitamento da região do Médio Paranapanema.

Em nota, a assessoria de imprensa da Duke Energy esclarece que cada companhia realiza o planejamento da operação das usinas ou dos parques geradores para o dia seguinte, analisando o nível dos reservatórios e a disponibilidade das turbinas - pode haver, por exemplo, algum equipamento parado aguardando manutenção. Este plano é submetido ao ONS, que pode validar ou ajustar, conforme as necessidades do sistema, que é interligado. Ele teria o objetivo de garantir a confiabilidade do sistema elétrico.

 

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