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Greve pode afetar Etecs e Fatecs

Mariana Cerigatto
| Tempo de leitura: 2 min

Éder Azevedo

A adesão na Fatec de Bauru deve chegar a 30% entre professores e funcionários, estima o comando de greve

O comitê de greve comunicou ontem que, após dois anos aguardando a implantação do novo plano de carreira, professores e funcionários das Escolas Técnicas Estaduais (Etecs) e das Faculdades de Tecnologia (Fatecs) irão deflagrar greve por tempo indeterminado a partir de hoje.

O movimento, de âmbito estadual, também deverá atingir as unidades de Bauru da Etec e da Fatec. No entanto, acredita-se que apenas 30% de professores da Fatec devam aderir à greve; na Etec, a adesão de docentes deve ser maior.

Além dos professores, os funcionários que ocupam cargos técnico-administrativos e que prestam serviços nas bibliotecas e salas de Internet também devem parar, tanto na Etec como na Fatec.

A greve será lançada com um ato em São Paulo hoje, às 14h, em frente à Secretaria da Gestão Pública, no bairro da Consolação.

De acordo com Eugênio Mira, membro do comando de greve da Fatec de Bauru, a reivindicação principal é pela consolidação do plano de carreira, que possibilite aos funcionários e professores uma progressão salarial conforme o tempo de experiência, entre outras demandas.

“O governo do Estado de São Paulo tem um plano de carreira que está para ser aprovado desde o meio do ano passado e tem uma data limite para esse projeto ser levado à Assembleia Legislativa. Essa paralisação é para o governo se mobilizar para levar o plano logo para os deputados”, diz.

Segundo ele, faltam funcionários nas instituições e a rotatividade é grande, já que o plano de carreira, até agora, não foi posto em prática.

“Faltam funcionários sempre, pois eles não querem ficar na instituição, já que vão trabalhar sem expectativa de aumento de salário conforme tempo de experiência. E sem falar que os salários estão defasados em comparação aos de outras instituições”, indica.

Mobilização

Eugênio Mira garante que a situação é mais agravante nas Etecs, onde ele acredita que a adesão será maior, porém sem citar números.

Ele aponta que a paralisação em Bauru poderá ter uma mobilização menor do que em São Paulo, já que na Capital os custos de vida são mais altos.

“E em algumas cidades do Interior a adesão ainda é maior que em Bauru, pois aqui as escolas são mais novas e há cidades em que o corpo docente é mais antigo.

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