Esportes

Morre Travaglini, técnico da Democracia Corintiana

Folhapress
| Tempo de leitura: 2 min

"Ele foi muito importante para a Democracia Corintiana. Se não fosse a anuência dele, talvez o movimento não tivesse existido", diz Wladimir sobre o ex-técnico e jogador Mário Travaglini, que morreu devido a complicações respiratórias provenientes de um câncer na noite de ontem.

Reprodução

Morre Mário Travaglini, técnico da Democracia Corintiana


Mário Travaglini, 81, foi técnico da Democracia Corintiana, movimento do clube na década de 80 feito por jogadores, que tomavam decisões importantes em conjunto com a diretoria.


"Ele foi o técnico mais democrático que tive. Ele não se preocupava apenas em impor a vontade dele. Tinha a paciência de ouvir e, inclusive, acatar a nossa opinião. Isso foi muito importante para o sucesso da Democracia Corintiana", disse o lateral esquerdo Wladimir, 59, que atualmente trabalha na prefeitura de São Sebastião.


A opinião de Wladimir é compartilhada por outros dois jogadores que fizeram parte do movimento: o lateral Zé Maria e o meio-campista Zenon.


"Ele participou intensamente do movimento. Antes dos jogos, abria o diálogo com os jogadores para saber qual era a melhor forma para a gente atuar. A decisão final era dele, mas todos tinham o direito de opinar", disse Zenon, 59, um dos líderes do movimento e que hoje trabalha como comentarista esportivo em uma televisão de Campinas.


"O Seu Mário era uma pessoa doce, sabia conversar, ouvir os jogadores e administrar todas as situações. Ele deu carta branca e foi muito útil ao movimento. Outro treinador não faria o que o ele fez", disse Zé Maria, titular no time campeão de 1982.


Além de ser treinador do Corinthians no período da Democracia Corintiana, Mário Travaglini sagrou-se campeão com Palmeiras, Vasco e Fluminense.


Treinou a famosa Academia, que conquistou o Paulista de 1966 e a Taça Brasil de 1967 para o clube alviverde. Em 1974, levou o Vasco ao seu primeiro título brasileiro. Com a chamada Máquina Tricolor, deu ao Fluminense o Estadual de 1976.


Foi supervisor da seleção brasileira na Copa de 1978. No ano seguinte, foi o técnico na campanha do título no Pan de San José, em Porto Rico.


Paulistano, Travaglini jogou por Ypiranga, Palmeiras, Nacional, Portuguesa, Ponte Preta e seleção paulista. O enterro de Mário Travaglini será hoje, às 17h, no cemitério do Araçá, em São Paulo.

 

Comentários

Comentários