A emissora americana CNN informou nesta sexta-feira (21) que o governo da Venezuela revogou as credenciais de sete dos seus correspondentes no país, incluindo funcionários da versão do canal em espanhol. O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, já tinha ameaçado expulsar a CNN do país na quinta-feira (20).
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Divulgação/CNN |
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Jornalistas do canal foram orientados a reservar voos de saída do país |
Segundo a rede, foram canceladas as permissões de trabalho dos jornalistas Osmary Hernández, Patricia Janiot e Rafael Romo, além da de uma produtora que não foi identificada da CNN en Español.
A CNN afirmou que foi um vice-ministro da Comunicação que avisou Hernández da decisão de revogar sua credencial.
Ainda segundo a CNN, jornalistas estrangeiros do canal que trabalham no país foram orientados a reservar voos de saída da Venezuela
"Esperamos que o governo reconsidere sua decisão", comunicou o canal em uma nota.
"Confirmo que o Minci [Ministerio da Comunicação] revogou as credenciais de toda a equipe de @CNNEE na Venezuela e de seus enviados especiais", que cobriam os protestos estudantis no país, explicou Hernández em sua conta no Twitter.
O sindicato dos jornalistas já tinha informado mais cedo da saída "inesperada" de Janiot. A CNN confirmou à AFP que a apresentadora deixou o país.
O presidente Nicolás Maduro ameaçou ontem proibir a CNN na Venezuela, por considerar a cobertura das manifestações da rede excessiva, o que daria impressão que o país vive uma "guerra civil".
"Já pedi à ministra [da Comunicação, Delcy Rodríguez] que notifique a CNN de que iniciaremos o processo administrativo para retirá-los da Venezuela, se não mudarem de postura. Vão embora da Venezuela, já basta de propaganda de guerra!", declarou o presidente, em um pronunciamento em cadeia de rádio e televisão.