Eu, como presidente da Associação de Teatro de Bauru e Região (ATB) venho, nos últimos tempos, perscrutando vozes apontando sobre a qualidade e a vitalidade do teatro bauruense. Pois então, vamos ao assunto: arte vital é aquela que reflete seu tempo e espelha suas contradições e, por isso, costuma provocar polêmica.
São muitos os grupos que, de uma maneira amadora, conseguem fazer teatro de uma forma competente, mesmo com todas as dificuldades inerentes ao teatro, como a falta de espaço para ensaios, a falta de apoio financeiro, logística (e não podemos deixar de comentar as dificuldades de espaços para apresentação).
A produção cultural bauruense já deu provas que desfila talentos e variedades, posso citar alguns eventos que me ocorre, como a Mostra Paulo Neves, que apresenta o resultado de um ano de curso e vem produzindo novos talentos e alguns já estão no circuito profissional nos grandes centros; o Festival Internacional de Teatro de Bonecos, que traz espetáculos consagrados e capacita o artista local através de oficinas tudo de forma gratuita; o Face, o Festival de Teatro que traz as novas linguagens do teatro contemporâneo e o Festival de Teatro da TUSP.
Bauru já conta com três espaços alternativos onde acontece regularmente uma programação local de qualidade: a Casa de Cultura Celina Neves, o espaço Protótipo Tópico e o Teatro Atucaec.
E, em breve, inauguraremos a sede da ATB, que será mais um espaço para a cultura local; além do teatro posso destacar shows produzidos por músicos da cidade, festivais de dança, de cinema de animação, o Sesc Bauru com sua programação vasta, entre outros eventos que a cidade oferece.
Fora tudo isso, ainda tem o trabalho das companhias locais, dos pontos de cultura, etc. A Secretaria de Cultura de Bauru, além de apoiar todos esses eventos, ainda dispõe de uma lei de estímulo que fomenta a arte local, de uma cia. de dança municipal - a Cia. Estável de Dança -, que oferece bolsas para jovens bailarinos e uma Orquestra Sinfônica Municipal, que também oferece bolsas.
Buscamos corrigir distorções e inovar, avançar para diversos caminhos, possibilidades e instrumentos para investir em variados modos de encarar o crescimento da cultura em Bauru, que esteve sim em um período de vazio cultural e, devido a esse vazio, nessa época de seca criou-se o hábito de dizer que em Bauru não tem nada.
É preciso informar-se dos eventos que acontecem na cidade e daí é só pegar o carro, o ônibus, a moto, o cavalo ou a bike e aproveitar o que Bauru tem de melhor.
Kyn Junior é presidente da Associação de Teatro de Bauru e Região e produtor cultural