Enquanto aguardamos uma definição, que esperamos aconteça o mais breve possível, que coloque um fim na longa espera dos servidores públicos estaduais que utilizam o Iamspe para atendimento médico e hospitalar, cabem alguns esclarecimentos. Em carta enviada a esta Tribuna, o SindSaude de Bauru e Região cita o Ministério Público como autor da ação civil pública que impede convênio do Iamspe com hospitais administrados por Organizações Sociais de Saúde (OSSs), como a Famesp. Ação esta que provocou a situação incômoda vivida atualmente pelos segurados em Bauru, sem retaguarda hospitalar há vários meses. Quase todos os hospitais de Bauru são administrados pela Famesp e a falta de opções tem dificultado uma definição mais rápida que o caso exige. Na carta, o SindSaude deixa explícito que deu e dá total apoio à ação civil pública que deixou milhares de servidores sem atendimento hospitalar em Bauru.
Ao impedir que o Iamspe firme convênio com o Hospital de Base, por ser gerido pela Famesp, a liminar em vigor, obtida pelo Ministério Público com apoio explícito do sindicato, deixou o Estado refém de uma única opção em Bauru. Ou firma convênio com este hospital ou os servidores continuarão sem atendimento no município por tempo indeterminado. Ciente do prejuízo que esta situação tem causado aos servidores estaduais, o governador Geraldo Alckmin, em visita a Bauru na sexta-feira passada, deu prazo de duas semanas para que os secretários David Uip (Saúde) e Davi Zaia (Gestão Pública) encontrem uma solução para o problema. Apesar das restrições impostas por decisão judicial, o Governo do Estado tem procurado resolver da melhor maneira o impasse. "Reformar o Hospital Manoel de Abreu, tornando-o um hospital de referência regional para os servidores", como sugere o sindicato, pode ser uma solução, mas isso demanda tempo, é algo que não se faz da noite para o dia, e os servidores já esperaram tempo demais. É preciso uma solução urgente.
Assessoria de imprensa do deputado Pedro Tobias - PSDB