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Garis fazem manifestação na sede da Comlurb no Rio

Folhapress com ABr
| Tempo de leitura: 3 min

Tânia Rêgo/ABr

Devido à greve dos garis, o lixo se acumula nas ruas do Rio após o Carnaval

Cerca de 150 garis promovem na tarde desta quarta-feira (5), no Rio, uma manifestação em frente à sede da Comlurb (companhia de limpeza urbana), na Tijuca (zona norte).

O grupo quer ser recebido por algum representante da empresa e promete, caso não seja atendido, fazer uma passeata até o sambódromo, no centro, onde haverá a apuração dos pontos do desfile das escolas de samba. Policiais do Batalhão de Choque acompanham a movimentação.

Por volta das 8h30, um grupo de cerca de 20 grevistas tentou convencer garis que limpavam o Aterro do Flamengo a abandonar o trabalho. Sem sucesso, duas vassouras a dois ancinhos foram quebrados, como forma de intimidação.

Após o incidente, a Guarda Municipal passou a acompanhar o grupo, que seguiu trabalhando até as 12h30. O grupo que defende a greve tem feito rondas com motocicletas e carros a fim de mobilizar a categoria.

O desembargador José da Fonseca Martins Junior, do TRT (Tribunal Regional Eleitoral), emitiu mandado de intimação para garantir a segurança dos garis que querem trabalhar. Um oficial de Justiça foi orientado a fazer diligências nas gerências de operação da Comlurb para viabilizar o acesso e a segurança dos empregados em atividade.

A determinação judicial também dobra a multa diária de R$ 25 mil para R$ 50 mil imposta ao Sindicato dos Empregados de Empresas de Asseio e Conservação do Município do Rio de Janeiro, caso os garis não retornem ao trabalho. A entidade afirma que a greve não foi decretada por eles, e sim por um grupo independente, não vinculado à diretoria do sindicato.

A Comlurb já demitiu 300 funcionários que não se apresentaram ao trabalho após a Justiça declarar a paralisação como ilegal. Ao mesmo tempo, a Prefeitura do Rio anunciou um reajuste de 9% do piso salarial da categoria, além de aumento no pagamento de hora-extra, auxílio creche, vale-alimentação, entre outros.

O presidente da Comlurb, Vinícius Roriz, disse, em entrevista à CBN, que os grevistas têm atuado "de forma truculenta e abusiva". "Como acaba sendo um trabalho de emboscada, não é algo fácil de reprimir".

Ele afirmou que a cidade só voltará a estar limpa após três dias de trabalho com 100% dos funcionários em atividade, o que ainda não foi possível. Na manhã de hoje ainda havia lixo acumulado em todo o centro da cidade e zona sul.

Oficial de justiça vai percorrer gerências da Comlurb

Um oficial de justiça vai percorrer gerências de operações da Companhia Municipal de Limpeza Urbana (Comlurb) para garantir o acesso e a segurança dos trabalhadores que não aderirem à greve dos garis, informou hoje (5) a direção da empresa.

As diligências, que poderão ter acompanhamento de força policial, foram determinadas pelo desembargador federal do Tribunal Regional do Trabalho da 1ª Região, José da Fonseca Martins Júnior, que emitiu um mandado de intimação, segundo a Comlurb, baseado em casos de agressões relatadas por profissionais que não aderiram ao movimento.

Segundo a Comlurb, trabalhadores que voltaram aos seus postos têm sido constrangidos e pressionados a não saírem das gerências operacionais do órgão.

O mesmo mandado aumenta a multa diária de R$ 25 mil para R$ 50 mil. caso a greve continue, a ser paga pelo Sindicato dos Empregados de Empresas de Asseio e Conservação do Município do Rio. O sindicato, no entanto, não está à frente da greve. O movimento foi deflagrado por trabalhadores que não concordam com o acordo firmado pelos representantes do sindicato e a companhia.

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