Internacional

Banco Mundial prepara ajuda de US$ 3 bilhões à Ucrânia

Folhapress
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As novas autoridades interinas da Ucrânia solicitaram formalmente uma ajuda financeira ao Banco Mundial, que poderia ser de até US$ 3 bilhões, informou nesta segunda-feira (10) o organismo internacional, que se mostrou disposto a outorgá-los.

"Estamos comprometidos em ajudar o povo da Ucrânia nestes tempos difíceis", assegurou Jim Yong Kim, presidente do BM em uma breve nota de imprensa.

Kim acrescentou que o Banco Mundial prevê apoiar o novo governo ucraniano na tomada de "decisões desesperadamente necessárias para pôr a economia de novo no caminho da sustentabilidade".

"A economia da Ucrânia encara um número de sérios desafios que requerem ação urgente tanto no curto prazo como uma reforma sustentada em médio e longo prazo", comentou a instituição.

Na nota, o organismo destacou que as "prioridades" agora são restaurar a estabilidade macroeconômica, fortalecer o clima dos investimentos e concentrar melhor a assistência social para os pobres e mais vulneráveis.

Junto com o Banco Mundial, as autoridades ucranianas também pediram assistência ao Fundo Monetário Internacional (FMI), que já conta com uma equipe técnica na capital da Ucrânia para avaliar as necessidades da economia do país.

Embora o FMI não tenha detalhado o montante de um possível empréstimo, à espera de concluir a avaliação no terreno , a Ucrânia cifrou as necessidades em pelo menos US$ 15 bilhões para este ano.

Os Estados Unidos, o FMI e as potências europeias afirmam que, para receber ajuda econômica internacional, a Ucrânia deve se comprometer com reformas profundas, incluindo o aumento dos preços de energia, hoje largamente subsidiados.

 

Atuação de Obama na Ucrânia é aprovada por 48% dos americanos

As ações do presidente Barack Obama diante da crise na Ucrânia têm sido aprovadas por 48% dos americanos, segundo uma pesquisa CNN/ORC International divulgada ontem. 

 

Os que não apoiam a posição de Obama somam 43%. A parcela de entrevistados a favor da aplicação de sanções econômicas, por parte dos EUA, contra a Rússia, é ainda maior: 59%.  Na última semana, Obama autorizou o Departamento do Tesouro a aplicar sanções a pessoas e organizações responsáveis pelo avanço militar sobre a Crimeia ou por “roubar os bens do povo ucraniano”.

 

A exceção do apoio às sanções se dá entre os mais jovens. Entre os americanos com menos de 35 anos, 55% não aprovam sua aplicação.

 

A diferença poderia ser explicada como uma herança da Guerra Fria, com as gerações mais velhas ainda influenciadas pelo temor da “ameaça” de Moscou. No entanto, apenas um a cada oito entrevistados aprova o envio de tropas dos EUA para a Ucrânia.

 

EUA e China discutem

 

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, começou uma nova semana de consultas diplomáticas sobre a crise na Ucrânia com um telefonema para o presidente chinês, Xi Jinping, com foco em uma solução pacífica para a intervenção militar da Rússia. Obama, que vai receber na Casa Branca o primeiro-ministro ucraniano, Arseniy Yatsenyuk, amanhã, está buscando meios de pressionar o presidente da Rússia, Vladimir Putin, a acabar com o cerco russo à região da Crimeia, no sul da Ucrânia.

 

Obama falou com Xi Jinping na noite de domingo. A China é um aliado-chave da Rússia e tem aumentado as tensões com o Japão por declarar uma zona de defesa aérea sobre as ilhas remotas reivindicadas pelos dois países no mar da China Oriental.

 

Um comunicado divulgado pela Casa Branca ontem deu poucos detalhes sobre o que foi discutido entre Obama e Xi Jinping, informando que os dois líderes concordaram com a “importância da manutenção dos princípios de soberania e integridade territorial, tanto no contexto da Ucrânia como para o funcionamento mais amplo do sistema internacional.”

 

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