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Seguranças teriam atirado na direção de manifestantes na Ceagesp

Folhapress
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Testemunhas que estiveram na Companhia de Entreposto e Armazéns Gerais de São Paulo (Ceagesp) durante a confusão ocorrida na manhã desta sexta-feira (14) dizem que os seguranças atiraram na direção dos manifestantes. A Ceagesp nega e diz que os tiros foram dados apenas para o alto para espantar os manifestantes que tentavam invadir o prédio administrativo.

Os manifestantes e a reportagem presenciaram um rapaz sendo socorrido com um ferimento na região do abdomen. Ele foi encaminhado ao Hospital Universitário da Universidade de São Paulo (USP), onde passava por uma cirurgia. Ainda não há confirmação se ele foi ferido por um tiro. A Ceagesp nega que os seguranças tenham atirado em alguém. Segundo a Ceagesp, quatro vigias foram feridos com pauladas e pedradas.

O carregador Reinaldo Fernandes confirma que seu colega de trabalho, identificado apenas como Wellington, levou um tiro. Ele conta que acompanhou a vítima até o hospital.

O vendedor de flores Eduardo Diniz disse os seguranças da empresa Albatroz, que faz a vigilância da Ceagesp, atiraram em direção aos manifestantes. "O pessoal estava revoltado e atirou pedras contra os seguranças. Alguns atiraram para cima e outros para a frente", afirmou Diniz. Procurada, a Albatroz disse que está com representantes no local para verificar o que aconteceu.

Ele afirmou que não participou do protesto que deixou dois veículos destruídos e dois prédios parcialmente incendiados. "Mas vi tudo, não tenho porque mentir. Sou contra essa cobrança, que não tem nada a ver com meu serviço, mas atrapalha o meu patrão", disse.

O protesto foi provocado após o início da cobrança do estacionamento, que começou a ser feita na quinta-feira (13).

A Ceagesp afirmou na tarde desta sexta-feira (14) que a cobrança de estacionamento será mantida, mas deve ocorrer de forma manual nos próximos dias por conta da depredação que teria comprometido o sistema eletrônico de cobrança.

A C3V, concessionária responsável pela organização do sistema viário da Ceagesp, lamentou o ocorrido e disse que a implantação da cobrança de tarifa começou a ser informada aos comerciantes, caminhoneiros e frequentadores da Ceagesp no primeiro semestre de 2013.

A tarifa para os caminhões de dois eixos começa em R$ 4, para a permanência até quatro horas, e sobe progressivamente até R$ 50 para um período acima de dez horas. Para caminhões de 3 a 6 eixos, o teto é R$ 60 – automóveis têm valores diferenciados.

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