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Muro do cemitério do Redentor é derrubado

Vitor Oshiro
| Tempo de leitura: 2 min

Malavolta Jr

Morador passa na calçada do Cemitério Jardim Redentor sem muro

Um dos grandes mistérios que permeia a humanidade é como se dá a passagem dos vivos para os mortos. Mas essa dúvida não ocorre no Jardim Redentor. Lá, o acesso se dá por meio de um enorme buraco feito no muro dos fundos do cemitério. Para se ter uma ideia da frequência com que a proteção é destruída, acabaram até as placas de concreto para que seja feito o conserto.

 

O muro alvo dos vândalos fica ao longo da rua Santa Matilde. É só percorrer a via para ver que, além da pichação, várias partes estão cedendo. Na quadra 3, está o grande buraco. Do lado de dentro do cemitério, bem próximo à passagem, é possível encontrar facilmente garrafas de bebida.

 

“Faz tempo que está aberto. É a ação dos vândalos, não tem jeito, eles quebram tudo”, conta a auxiliar de limpeza Eli da Silva Pereira, 47 anos.

 

A reclamação é quase unânime entre os moradores do bairro. “Eles passam dando chutes. Depois, entram no cemitério para usar drogas ou ‘fazer besteira’. Isso ocorre quase sempre”, relata a segurança do trabalho Amanda Cristina Vicente, 26 anos, que mora bem em frente ao problemático muro.

 

E o vandalismo do cemitério do Jardim Redentor é mesmo frequente. Conforme o JC divulgou em janeiro deste ano, outra parte do muro também havia sido derrubada. 

 

Na ocasião, segundo moradores, dois caixões foram depredados e chegaram a ser colocados na calçada. “É uma grande vergonha ver isso assim”, resumiu João Maciel.

 

Outra moradora que passa sempre pelo local é Franciane Fernandes, 23 anos. Além de achar um desrespeito enorme, ela se preocupa com a própria segurança. “Passo pela rua mesmo. Tenho medo de alguém ficar escondido aqui”. 

 

Muro

 

Sempre que o muro, formado por peças de concreto, é derrubado, a Empresa Municipal de Desenvolvimento Rural e Urbano de Bauru (Emdurb) coloca novas placas para tapar o acesso. 

 

O problema é que, de acordo com o município, o vandalismo é tão frequente que acabaram essas placas.

 

O setor de Necrópole e Funerária da Emdurb, por meio da assessoria de comunicação, informou que o muro será reconstruído de alvenaria nos pontos que forem derrubados pelos vândalos. O buraco que existe hoje na quadra 3 da rua Santa Matilde já deverá ser tapado nos próximos dias com os tijolos.

 

Outra alteração é a altura. Ainda de acordo com a assessoria, o muro terá 2,5 metros e, após estar totalmente completo, também será instalada uma concertina.  

 

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