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?Motel? a céu aberto irrita moradores no Higienópolis

Cinthia Milanez
| Tempo de leitura: 2 min

É só escurecer que as quadras 11 e 12 da rua Capitão João Antonio, no Jardim Higienópolis, ficam repletas de carros. Um cenário, até então, não muito estranho. Porém, o que ocorre dentro desses veículos é que deixa os moradores constrangidos e preocupados com a própria segurança. Quando amanhece, a via fica repleta de preservativos usados, lenços de papel e garrafas de bebidas.

 

Douglas Reis

Preservativos foram encontrados perto da Escola Estadual Mercedes Paes Bueno, na quadra 11 da via

A equipe de reportagem do Jornal da Cidade foi até a rua e identificou uma série de camisinhas usadas em frente à Escola Estadual Mercedes Paes Bueno, na quadra 11 da via. 

 

Diariamente, crianças passam por lá e chegam a pisar nos preservativos, fato que também incomoda bastante os moradores. É o caso de Odair Stolagli, que vive há cinco anos ali perto.

 

De acordo com ele, desde quando se mudou ele presencia esse cenário. Logo que escurece, motoristas de caminhões e carros aproveitam a falta de iluminação, decorrente das imensas árvores que cercam a via, para ter relações sexuais. 

 

“Todas as noites eu ouço barulhos e, no dia seguinte, dito e feito, a rua amanhece emporcalhada. Tenho vergonha de receber visitas aqui em casa durante a noite”, desabafa.

 

Stolagli tem até uma vassoura reservada exclusivamente para varrer a frente da casa dele. O morador acrescenta que uma simples poda das árvores que cercam a via poderia acabar com o problema. 

 

“Os postes de iluminação funcionam bem, mas as árvores deixam o local escuro. Isso favorece o aparecimento dos carros e, na pior das hipóteses, de criminosos”, afirma.

 

Bruno Carvalho, que possui uma empresa ao lado da casa de Stolagli há um ano, compartilha da mesma opinião do morador. Desde que começou a trabalhar na via, constatou o problema. 

 

“Eu me incomodo muito com a sujeira, porque fica chato receber os clientes, sendo que as calçadas estão repletas de preservativos. Nunca denunciei por medo de sofrer represálias”, disse.

 

Patrulhamento 

 

De acordo com informações da assessoria de imprensa da Polícia Militar (PM) de Bauru, o órgão já tomou conhecimento da situação e se comprometeu a intensificar o patrulhamento na região, principalmente no período da noite. Em casos como esse, a assessoria orienta ainda que os moradores façam uma denúncia por meio do número de emergência da polícia, o 190.

 

Poda 

 

Segundo a assessoria de imprensa da Prefeitura de Bauru, a poda de árvores é de responsabilidade da Emdurb. Porém, a instituição só faz o serviço se as folhas estiverem a até três metros de distância da fiação.

 

Caso a folhagem ultrapasse esse limite, a poda é de responsabilidade da CPFL. De qualquer forma, um técnico da Emdurb irá até a via e, se constatar que o problema é responsabilidade da companhia, fará uma notificação junto à empresa para que ela tome as providências necessárias o mais breve possível.

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