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?Caminhão com cilindros é regular?

Cinthia Milanez
| Tempo de leitura: 2 min

Na edição desta segunda-feira (24), o JC divulgou que um Ford/Cargo 1415, estacionado em frente a uma residência na quadra 1 da rua Vereador Ribeiro da Silva, na Vila Independência, em Bauru, funcionaria como depósito de cilindros. 

 

O que levou a reportagem até o local foi a denúncia de uma vizinha, que desconhecia o conteúdo dos equipamentos e temia uma explosão. O responsável pelo veículo, Antonio Pais Lopez, procurou o Jornal da Cidade ontem à tarde para contestar a queixa de moradores ouvidos pela reportagem.

 

Em relação ao fato de o caminhão estar parado há mais de quatro anos em frente à residência, como vizinhos constataram, Lopez afirma que isso não seria possível porque adquiriu o veículo há apenas dois anos e meio. 

 

Além disso, ele conta que o caminhão não está abandonado porque é transportado até a cidade de Marília (100 quilômetros de Bauru) uma vez por semana, retornando no mesmo dia até a via. “Ele fica parado como todos os caminhões das grandes companhias, fazendo transferências constantes dos cilindros”, diz. 

 

Documentação

 

Quanto à ausência do Número de Identificação de Produto, como observado pela reportagem, o proprietário defende que o caminhão está regularizado. 

 

“Minha documentação está em dia. Inclusive, paguei o Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores (IPVA) na semana passada”, diz. Sobre um dos pneus, cilindros com pintura desgastada e o extintor de incêndio quase descarregado, Lopez defende que os pneus estariam em boas condições e os cilindros, dentro da regularidade, mesmo porque a empresa responsável pelo fornecimento do produto não iria recarregá-los caso estivessem vencidos. 

 

Sobre o extintor de incêndio, o proprietário explica que seria arriscado apenas se estivesse sob as cores vermelha ou branca, o que não ocorre com o equipamento do veículo em questão. Lopez acrescenta que o Corpo de Bombeiros faz até uma vistoria de rotina anualmente no caminhão. 

 

‘É OXIGÊNIO’

 

Já em relação ao conteúdo dos cilindros, Lopez define que é de gás oxigênio, já que trabalha com isso na empresa de sua propriedade há 25 anos. O gás, portanto, não é inflamável, não oferece risco à saúde, muito menos polui o meio ambiente. 

 

Mesmo após uma vizinha afirmar para o JC que já ouviu barulho de vazamento, o proprietário reforça que os cilindros sempre estiveram vazios e que ele tem autorização para armazená-los. 

 

Outra questão

 

Lopez contestou o fato de haver mato embaixo do veículo, o que passaria um aspecto de abandono. “Mato alto tem em toda a via, não apenas em frente a minha casa”, defende. Diante de toda essa situação, a reportagem tentou contato com o proprietário pessoalmente na residência dele e também por meio do telefone de uma empresa que os próprios vizinhos afirmaram ser dele. Porém, 

 

Lopez conta que só não atendeu a porta justamente porque não estava em casa e que o número em questão está desativado há três anos.

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