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Campeonato Paulista: vingança?


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José Patrício/Estadão Conteúdo

Os jovens santistas Gabriel (esq.) e Geuvânio integram a nova geração dos “Meninos da Vila”

O Penapolense volta a cruzar com o Santos, neste domingo, às 16h, na Vila Belmiro, no jogo que vai apontar o primeiro finalista do Paulistão, um mês e meio depois de ter derrotado por 4 a 1 o time santista, em Penápolis, pela fase de classificação do campeonato. Agora, porém, a história tem tudo para ser bem diferente, diante do abismo que há entre os dois lados.

O Santos, com a nova grife dos “Meninos da Vila”, soma 43 gols em 16 jogos no campeonato, com saldo de 27 - um abaixo do dobro dos 14 marcados pelo adversário, cujo saldo é de menos três. O tropeço de Penápolis ainda não foi esquecido, mas os santistas não falam em dar o troco. O técnico Oswaldo de Oliveira usa aquela derrota, a única no Paulistão, para exigir comportamento diferente dos jogadores caso o time tenha um jogador expulso como naquela ocasião. E todos prometem encarar o Penapolense com a seriedade que teriam se o classificado fosse um dos grandes da Capital.

“Respeitamos o Penapolense, como respeitaríamos o São Paulo. Na mesma proporção, porque é o nosso adversário na semifinal. É lógico que trazemos recursos e recordações do jogo de Penápolis, como também aconteceria se fosse São Paulo, outra equipe que não vencemos na primeira fase. Nossa preocupação é o adversário e a forma como temos que atuar para vencer a partida”, disse Oswaldo de Oliveira.

Embora não esconda a satisfação diante da enxurrada de elogios que a nova geração santista está recebendo, Oswaldo de Oliveira ainda não considera o Santos pronto. Afirma que é um time em formação. A explicação dele para as seis vitórias por goleada e os 43 gols marcados é pela qualidade dos atacantes. “São rápidos e inteligentes. Além disso, a excelente qualidade do gramado da Vila facilita para o tipo de jogo da nossa equipe”, lembrou.

O treinador conduz o time com todo o cuidado para que o clima de “já ganhou” não suba à cabeça dos mais jovens com a sequência de vitórias e o crescimento de produção na reta de chegada para o título. Para conter a euforia, ele lembra os jogos contra Audax, Ituano, Linense, Rio Claro e até Atlético Sorocaba, além da derrota para o Penapolense, nos quais o Santos teve dificuldades e não jogou o bastante para merecer a vitória.

Oswaldo de Oliveira pede também maior incentivo da torcida, que parece ainda não confiar no novo Santos. “Falta o maior entusiasmo da cidade. Espero que neste domingo, se não chover, tenhamos a casa cheia. Gostaria muito que a torcida do Santos participasse, porque pode ser o décimo segundo jogador e injetar no campo a atmosfera respirada fora”, concluiu o treinador.

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