O governo dos EUA pediu ontem ao presidente russo, Vladimir Putin, a deixar de “desestabilizar” a Ucrânia e manifestou sua “preocupação com a escalada” da tensão no país pela “crescente pressão russa”.
“Estamos prontos para aprovar novas sanções contra a economia russa”, declarou ainda o porta-voz da Casa Branca, Jay Carney.
Segundo Carney, existiriam provas de que alguns manifestantes pró-russos teriam sido pagos e não viveriam na Ucrânia.
“Pedimos ao presidente Putin que ponha fim a seus esforços de desestabilizar a Ucrânia”, advertindo que qualquer incursão de tropas russas no leste do país será considerada pelos Estados Unidos como uma perigosa escalada.
Pouco antes do anúncio, o primeiro-ministro ucraniano, Arseni Yatseniuk, disse que seu governo é vítima de um plano do governo russo para desmembrar o país. “O roteiro está escrito pela Federação Russa e seu único objetivo é desmembrar a Ucrânia.”
A Rússia negou qualquer envolvimento em ações separatistas. Em nota, o Ministério das Relações Exteriores disse que o novo governo ucraniano tem que parar de culpar Putin, por todas as iniciativas tomadas pela maioria russa do leste ucraniano.