Cerca de duas mil pessoas de 10 municípios da região de Bauru participaram na manhã desta quinta-feira (24) de uma manifestação no km 303 da rodovia Leônidas Pacheco Ferreira (SP-304), em Jaú (47 quilômetros de Bauru).
|
Éder Azevedo |
|
A manifestação em Jaú foi pacífica e não causou problemas ao trânsito |
O protesto denominado “Dia de Competitividade do Etanol” foi organizado por lideranças de quatro associações de produtores de cana: a Associação dos Plantadores de Cana da Região de Jaú (Associcana), a Associação dos Fornecedores de Cana do Médio Tietê (Ascana), a Associação dos Fornecedores de Cana da Região de Bariri (Assobari) e a Associação dos Fornecedores de Cana da Região de Igaraçu do Tietê (AFIBB).
O evento teve apoio do deputado federal e presidente da Frente do Etanol, Arnaldo Jardim (PPS), e do deputado estadual Pedro Tobias (PSDB), além das presenças de autoridades dos municípios e produtores rurais de Lençóis Paulista, Macatuba, Pederneiras, Boraceia, Barra Bonita, Dois Córregos, Mineiros do Tietê, Bariri, Bocaina e Jaú.
Os manifestantes reivindicam vantagem tributária do etanol, um projeto de incentivo à bioeletricidade, aumento de 2,5% na quantidade de etanol na gasolina, que passaria de 25 para 27,5% do total do combustível.
A Centrovias Sistemas Rodovários S/A moveu ação de interdito proibitório na Justiça contra a Associcana para impedir a realização do evento porque a entidade não tinha autorização do Departamento de Estrada de Rodagens (DER) para ocupar o trecho do trevo e que havia sido anunciado uma carreata que poderia deixar o trânsito lento e provocar acidente.
A juíza de Jaú Paula Maria Castro Ribeiro Bressan concedeu a liminar à concessionária, que impediu a carreata na rodovia, sob pena de desobediência e multa, fixada em R$ 100 mil, mas sem proibir a manifestação desde que fosse pacífica e não causasse transtorno ao trânsito nas imediações do trevo. Em nota, a assessoria de imprensa da Centrovias informou na tarde desta quinta-feira (24) que a intenção de solicitar o interdito proibitório foi unicamente a de garantir a fluidez do tráfego e a segurança dos usuários da rodovia sob sua administração. A Polícia Rodoviária Estadual acompanhou a manifestação e não houve interdição do trecho.
Confira a reportagem completa na edição impressa de amanhã do JC.