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A defesa de Leandro Boldrini (na foto) nega que ele tenha qualquer envolvimento com a morte de Bernardo |
O Ministério Público do Rio Grande do Sul decidiu pedir o bloqueio dos bens do médico Leandro Boldrini, que está preso sob suspeita de envolvimento na morte do filho Bernardo, 11.
O garoto foi achado morto em um matagal na cidade de Frederico Westphalen (a 447 quilômetros de Porto Alegre) na semana passada. Foram detidas também a madrasta dele, Graciele Ugolini, e a assistente social Edelvânia Wirganovicz.
Segundo a promotora Dinamárcia Maciel, a medida foi tomada para impedir que o médico se desfaça do patrimônio de Bernardo para custear despesas com sua defesa. Também afirmou que, se houver confirmação de que o pai participou da morte do garoto, ele se tornaria "indigno" de ficar com o patrimônio do filho.
Bernardo era herdeiro dos bens da mãe, Odilaine Boldrini, que morreu em 2010. O inventário dela, diz a Promotoria, ainda não foi concluído.
A promotora também quer a regularização da guarda da filha de um ano e meio de Leandro e Graciele, que permanece com avós maternos desde a prisão dos dois. Segundo Dinamárcia, se o casal for formalmente acusado do crime e conseguir aguardar o julgamento em liberdade, não seria "seguro" a permanência da menina com eles.
O Ministério Público também quer verificar se os avós "apoiam" os atos supostamente cometidos pelo casal. Se isso for confirmado, diz Dinamárcia, eles também não poderiam ficar com a guarda da criança.
Familiares de Leandro também pleiteiam a guarda da menina. A Promotoria diz que há possibilidade de ela ficar com uma família provisória substituta.
Outro lado
A defesa de Leandro Boldrini nega que ele tenha qualquer envolvimento com a morte de Bernardo. Diz que a polícia não possui nenhuma prova de participação do médico e que ele pagou um preço por ser "absurdamente dedicado ao trabalho".
A reportagem não conseguiu contatar o advogado do médico para comentar os pedidos do Ministério Público. O inquérito sobre a morte ainda não foi concluído.
Em 2013, a promotora Dinamárcia Maciel havia iniciado um processo administrativo para apurar a suposta "negligência afetiva" de Leandro com o filho. Uma audiência sobre o caso estava marcada para maio.
A defesa de Graciele diz que ainda analisa as circunstâncias do crime. Já o advogado de Edelvânia nega envolvimento na morte do menino, mas admite participação na ocultação do cadáver.
