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Laudo da perícia conclui que garoto Bernardo não foi enterrado vivo

Folhapress
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Reprodução Facebook

Existia a suspeita do menino ter sido enterrado vivo, porque não havia sido verificado seu pulso antes do corpo ser coberto com terra

Um laudo elaborado por peritos do Rio Grande do Sul concluiu que o garoto Bernardo Boldrini, encontrado morto na semana passada, não foi enterrado vivo.

De acordo com a Polícia Civil, não foram achados resíduos de minerais no pulmão do menino nessa perícia, o que descartou a hipótese.

O corpo de Bernardo foi achado numa cova rasa em um matagal em Frederico Westphalen (a 447 km de Porto Alegre). O pai dele, Leandro Boldrini, a madrasta, Graciele Ugolini, e a assistente social Edelvânia Wirganovicz estão presos sob suspeita de participação no crime.

Em depoimento, revelado pelo jornal "Zero Hora", Edelvânia confessou o envolvimento e disse que não sabia se o garoto havia sido enterrado vivo. Segundo a defesa dela, a assistente social participou somente da ocultação do cadáver.

A polícia diz que Leandro não estava na cena do crime e a defesa dele nega qualquer participação no assassinato.

Uma equipe do Instituto Geral de Perícias do Estado está em Três Passos, cidade onde o garoto morava, para participar das investigações. Hoje, o órgão encaminhou à Polícia Civil um dos laudos e uma informação técnica sobre o caso.

A polícia pretende ainda fazer perícias em três veículos apreendidos. A investigação também vai tentar descobrir se o garoto foi morto com uma injeção letal.

Ontem, a equipe de peritos esteve em locais para onde Bernardo foi levado no dia em que desapareceu, no início do mês.

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