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Em tom eleitoral, Dilma diz que população não irá retroagir

Folhapress
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Sem citar diretamente a corrida ao Palácio do Planalto, mas em tom de campanha pela reeleição, a presidente Dilma Rousseff (PT) afirmou nesta terça-feira (29), em Feira de Santana (BA), ter "certeza" que a população brasileira não irá "retroagir" e "voltar atrás".

"Tenho certeza que o povo brasileiro não vai retroagir, voltar atrás, desistir disso que conquistamos: a redução da desigualdade social, da maior criação de empregos que o Brasil teve", afirmou Dilma, ressaltando que, "em governos conservadores", o peso da crise "recaía nas costas do trabalhador".

"Era muito simples. [Em governos anteriores] recaía o peso da crise nas costas do trabalhador, e dê-lhe arrocho salarial, e dê-lhe perda de direitos, como fizeram na Europa e nos Estados Unidos. Nós passamos pela crise garantindo, por exemplo, a valorização do salário mínimo", disse a presidente.

O discurso acontece após a intenção de voto em Dilma cair 6,7 pontos percentuais, segundo pesquisa divulgada hoje pela CNT (Confederação Nacional do Transporte), feita pelo instituto MDA. Na pesquisa atual, Dilma tem 37%, acima da margem de erro de 2,2 pontos percentuais, contra 43,7% na pesquisa de fevereiro.

Fugindo um pouco do que costumam ser suas falas, Dilma fez um discurso com forte conteúdo político e abordou a crise da falta de água no país. Segundo ela, os "Estados mais ricos da Federação" não souberam se precaver com obras de segurança hídrica.

Numa referência indireta à crise de abastecimento de água enfrentada pelo governador Geraldo Alckmin (PSDB), a presidente elogiou a atuação dos Estados do Nordeste na construção de "soluções estruturantes" de abastecimento e comparou com a situação de São Paulo.

"É importante vocês saberem que, aqui no Nordeste, tem mais obras de segurança hídrica que, nos Estados mais ricos da Federação e que têm problema de falta de água por falta dessa política feita pelos Estados do Nordeste que se precaveram, aprenderam, e estão construindo soluções estruturantes", disse Dilma.

Além de elencar ações do governo federal no semiárido, a presidente destacou a trinca de programas sociais que terão destaque na campanha de reeleição: o Mais Médicos, o Pronatec e o Minha Casa, Minha Vida.

Fotos e Cumprimentos

A presidente participou da solenidade de entrega de máquinas do PAC Equipamentos, como motoniveladoras. De pé por 45 minutos, Dilma cumprimentou um a um 185 prefeitos e posou para fotos com cada um deles, junto com o governador da Bahia Jaques Wagner (PT).

Na plateia, "caravanas" vindas em ônibus de cidades do interior gritavam e aplaudiam quando seus respectivos prefeitos eram chamados. Estrategicamente posicionados no palco, o deputado federal e pré-candidato ao governo da Bahia, Rui Costa (PT), e o vice-governador e pré-candidato ao Senado, Otto Alencar (PSD), também cumprimentavam e tiravam retratos com os prefeitos. Em discurso, a presidente fez um "cumprimento especial" a ambos.

No evento, a presidente dividiu o palco com o deputado federal Luiz Argôlo (SDD-BA), citado em inquéritos da Polícia Federal por supostas ligações com o doleiro Alberto Youssef.

"Rainha dos Pobres"

O governador anfitrião, Jaques Wagner (PT), destacou as ações do governo federal para o semiárido e, por duas vezes, chamou a presidente Dilma Rousseff de "rainha dos pobres" por ações como a construção de cisternas no semiárido.

"A presença do governo federal no semiárido tem sido fundamental para dar estruturas aos governos estaduais e municipais para minimizar o drama da seca", disse o governador.

Ao todo, foram entregues aos prefeitos 228 equipamentos para 190 cidades, sendo 41 motoniveladoras, 76 caminhões-caçamba e 111 pás-carregadeiras. As máquinas serão utilizadas para melhorias em estadas vicinais e construção de pequenas barragens subterrâneas.

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