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Sem-teto fazem barricadas de fogo da Câmara à Sé

Folhapress
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Um grupo de manifestantes sem-teto que fez um protesto em frente à Câmara de São Paulo nesta terça-feira (29) fez barricadas de fogo até a praça da Sé após serem dispersados do local pela Polícia Militar. Os policiais detiveram um homem durante a confusão.

 

Após entrar em confronto com os policiais, os manifestantes foram empurrados até a praça da Sé. No caminho, eles fizeram barricadas de fogo em diversas vias da região central.

 

Contêiners, cestos de lixo e caixotes de madeira foram os materiais mais incendiados pelo caminho. Após se reagrupar na Sé, eles fizeram uma assembleia com um carro de som.

 

Um homem foi detido no viaduto Maria Paula. Policiais militares revistaram a mochila dele, mas não informaram o motivo dele ter sido levado a uma delegacia.

 

O confronto começou após a informação de que a votação do Plano Diretor, prevista para ontem, seria adiada. O presidente da Câmara, José Américo (PT), afirmou que não haveria condições de votar o projeto ontem porque antes seria necessária a publicação no “Diário Oficial” da aprovação de vereadores em algumas comissões.

 

A sessão era transmitida ao vivo por um telão e caixas de som do lado de fora da Câmara. As salas das lideranças do PSDB e do PSD tiveram vidraças quebradas. A sessão foi interrompida.

 

O acesso principal da Câmara virou um cenário de guerra. 

 

Os manifestantes atearam fogo em pneus e lixeiras na região, no centro da capital paulista. A fumaça invadiu a Câmara e funcionários tiveram dificuldade para respirar.

 

Policiais militares revidaram com jatos d’água e bombas de gás. Os manifestantes devolveram as bombas e também jogaram pedras grandes contra os PMs e GCMs.

 

O tiro que matou Arlinda Bezerra das Chagas, 72, na noite do último domingo, no complexo do Alemão, zona norte do Rio, teria partido de traficantes que estavam em confronto com a polícia, segundo afirmou Francisco Faustino, 85, viúvo de dona Dalva, como ela era conhecida.

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