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Ao menos 237 ônibus foram incendiados no país este ano

Folhapress
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Levantamento feito pela NTU (Associação Nacional das Empresas de Transportes Urbanos) aponta que ao menos 237 ônibus foram incendiados no país neste ano em meio a protestos ou ataques criminosos.

 

Na noite de quinta-feira (1), ônibus foram queimados em São Bernardo do Campo (Grande SP) e Sorocaba (a 99 km de SP). Nesta semana, nove ônibus foram incendiados em protestos no Rio.

 

A NTU, que reúne cerca de 500 empresas --responsáveis por 90% do transporte público no país--, divulgou uma "manifestação pública" contra os incêndios.

 

No texto, a entidade cobra ações do poder público para conter a "onda de violência" e diz que o setor já teme pela continuidade dos serviços em algumas localidades, especialmente perto da Copa do Mundo.

 

A frota de ônibus urbanos do país soma mais de 107 mil veículos, segundo a associação. 

Veja a manifestação pública da NTU:

 

"Incêndios criminosos estão aterrorizando o transporte público por ônibus no Brasil. Passageiros, motoristas e cobradores enfrentam diariamente o dilema da insegurança nos seus deslocamentos diários. Somente nos primeiros quatro meses deste ano, 237 ônibus foram incendiados nas cidades brasileiras --número que cresce diariamente.

 

Frente a essa situação, a Associação Nacional das Empresas de Transportes Urbanos, entidade representativa das empresas operadoras de ônibus urbanos, vem a público expor a preocupação com o descontrole desses vandalismos e com o estado de insegurança que coloca em risco a vida de milhares de brasileiros.

 

Cada vez é maior a insegurança e o risco empresarial da atividade, o que nos leva a temer pela continuidade desse serviço, que é essencial para a vida nas cidades.

 

Além do valor à vida, que é incomensurável, o prejuízo material é imenso e arcado unicamente pelas empresas operadoras.

 

Diante do exposto, a NTU e suas mais de 500 empresas associadas, que são responsáveis por realizar 90% do serviço de transporte público coletivo nas cidades brasileiras, apelam aos poderes públicos para que tomem providências com o objetivo de conter essa onda de violência que compromete o serviço justo no momento em que o País se prepara para o maior evento esportivo do planeta, a Copa do Mundo." 

 

 

 

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