Internacional

Exército da Nigéria destaca duas divisões para encontrar meninas


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O Exército da Nigéria anunciou neste sábado (9) que posicionou duas de suas divisões para tentar impedir que as mais de 200 estudantes sequestradas por radicais islâmicos sejam levadas para fora do país. 

 

Os soldados serão espalhados pelas áreas de fronteira com o Chade, o Níger e Camarões, de acordo com o general Chris Olukolade. 

 

O governo do presidente Goodluck Jonathan tem enfrentado críticas por sua resposta lenta desde que militantes do Boko Haram invadiram uma escola secundária na vila de Chibok, perto da fronteira com Camarões, em 14 de abril, e sequestraram as meninas. Cinquenta delas escaparam, mas mais de 200 permanecem com os insurgentes. 

 

A força aérea, a polícia e uma força-tarefa multinacional se juntaram a dez equipes de busca. Especialistas em sequestros dos EUA e do Reino Unido estão na Nigéria para ajudar no trabalho. 

 

Na sexta-feira, o presidente Jonathan disse acreditar que as estudantes continuam na Nigéria e que não foram levadas para Camarões. Foi a primeira indicação que ele deu sobre o paradeiro das meninas. 

 

Alerta ignorado

 

Um relatório publicado pela Anistia Internacional afirmou que os quartéis do exército nigeriano em Damboa receberam avisos sobre a ameaça do grupo islamita. 

 

No entanto, a impossibilidade de reunir tropas devido aos poucos recursos e ao medo de enfrentar grupos armados desencorajou o exército, que decidiu não enviar nenhum soldado.

 

Nos EUA, Michele condena o sequestro 

 

A primeira-dama dos Estados Unidos, Michelle Obama, declarou estar indignada com o sequestro de 276 meninas na Nigéria por um grupo radical islâmico e afirmou que o ato é uma tentativa de reprimir mulheres que buscam acesso à educação.

 

“Como milhões de pessoas no mundo todo, meu marido e eu estamos chocados e tristes com o sequestro de mais de 200 meninas nigerianas de um dormitório escolar no meio da noite”, disse no programa semanal de rádio da Casa Branca.

 

“Este ato irresponsável foi cometido por um grupo terrorista determinado a impedir que essas meninas possam obter uma educação. Homens adultos que tentam matar as aspirações das jovens.”

 

Ela comparou o caso à da paquistanesa Malala Yousafzai, que foi baleada e ferida pelo Taleban por defender a educação para as meninas.

 

“A coragem e a esperança encarnadas por Malala e outras meninas ao redor do mundo devem servir como um apelo à ação”, afirmou.

 

“O que aconteceu na Nigéria não foi um incidente isolado. É algo que vemos acontecer todos os dias com meninas de todo o mundo que arriscam suas vidas para perseguir suas ambições”, disse.

 

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