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André Vargas tem 10 dias para apresentar defesa em conselho de Ética da Câmara

Folhapress
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O deputado licenciado André Vargas (sem partido-PR) tem, a partir de ontem, dez dias úteis para apresentar a sua defesa no Conselho de Ética da Câmara. Ele foi notificado oficialmente ontem em publicação no Diário Oficial da União. 

O colegiado tentou notificar Vargas pessoalmente por cinco vezes, conforme determinam as regras da Casa, mas ele não foi localizado.

Ele poderá apresentar a sua defesa por escrito. Afastado do cargo desde o início do mês passado, Vargas é acusado de envolvimento com o doleiro preso Alberto Youssef, pivô da Operação Lava Jato, da Polícia Federal.

Durante um pronunciamento na tribuna da Câmara, o deputado admitiu ser amigo de Youssef há mais de 20 anos mas negou ter ajudado o amigo a obter negócios junto ao poder público.

Em março, a Folha de S.Paulo revelou que Vargas viajou com a família em um jatinho emprestado por Youssef. Durante a crise, Vargas renunciou ao cargo na vice-presidência da Casa e logo depois pediu desfiliação do PT.

O processo de cassação foi instaurado em abril com base em uma representação protocolada por PSDB, DEM e PPS. O relator do caso, deputado Júlio Delgado (PSB-MG), afirmou que pretende investigar as denúncias e apresentar seu parecer o mais rápido possível. Na semana passada, a Justiça Federal no Paraná enviou um parecer ao STF (Supremo Tribunal Federal) informando que a PF concluiu que o conteúdo das mensagens com doleiro.

O Conselho de Ética deverá instaurar amanhã outro processo disciplinar, desta vez contra o deputado Luiz Argôlo (SDD-BA), também acusado de envolvimento com Youssef. Com base em reportagens da revista “Veja” e da Folha, o PSOL pede a cassação do mandato do deputado.

A Folha revelou na semana passada que o doleiro bancou de um a dois caminhões lotados de bezerros para Argolo ao custo de R$ 110 mil. Após a instauração do processo, o conselho irá sortear um nome para ser o relator do caso.

Um processo contra o deputado já está em andamento na Corregedoria da Câmara, que analisa as denúncias. O corregedor, deputado Átila Lins (PSD-AM), poderá enviar o caso para o Conselho de Ética se considerar que o deputado cometeu irregularidades.

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