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Investigadores fazem paralisação

Bruna Dias
| Tempo de leitura: 2 min

Sindpol/Reprodução

Assembleia de funcionários da Polícia Civil realizada no Rio

As greves das polícias Civil e Federal, que prometem abranger 14 Estados hoje, não tiveram adesão em Bauru. Depois de reunião ontem, somente o Sindicato dos Investigadores do Estado de São Paulo (Sipesp) definiu paralisação da categoria hoje, das 10h às 0h, na Central de Polícia Judiciária (CPJ) da cidade.

O delegado sindical do Sipesp, Fábio Legramandi, explicou que a categoria reivindica mais policiais e a valorização do nível superior, questões que não foram atendidas nas últimas negociações. “Nós vamos registrar boletim de ocorrência se acontecer um caso grave. A paralisação é para chamar a atenção e cada Estado mostrará o seu problema”.

O diretor da Associação dos Delegados de Polícia do Estado de São Paulo (Adpesp), Marcelo Alves Firmino, afirmou não haver paralisação dos delegados.

Também não param, em Bauru, a Polícia Federal, que deve apenas participar de um ato nacional na manhã deste sábado, na Capital, segundo a assessoria de comunicação do Sindicato dos Servidores da Polícia Federal em São Paulo (Sindpolf/SP).

Universidades

A Unesp e USP também estão em movimentação por questões salariais. De acordo com Jorge Cerigatto, coordenador de imprensa do Sindicato dos Trabalhadores da Unesp (Sintunesp), os servidores param o expediente hoje. “Nós vamos assistir a palestras e acompanhar a reunião de negociação do Cruesp (Conselho de Reitores das Universidades Estaduais Paulistas) e do Fórum das Seis (entidade que congrega os sindicatos dos docentes e servidores). Alguns serviços podem ter demora, mas a vigilância será mantida. Faremos uma assembleia no dia 22 para discutir o que for definido nessa reunião”, esclarece.

Conforme apurado com o representante da Associação dos Docentes da Unesp (Adunesp) em Bauru, Angelo Antonio Abrantes, não haverá paralisação de professores hoje, mas as discussões continuam. “Teve uma conversa e a reitoria indicou que não ia ter nem a reposição das perdas inflacionárias, no mínimo 7%. Depois dessa conversa, teremos uma assembleia marcada para o dia 22, onde iremos avaliar”.

Vale lembrar que, em paralisação na Unesp na semana passada, a falta do RU (leia mais abaixo) foi um dos temas criticados. De acordo com eles, o “bandejão” é promessa há mais de 20 anos.

Na USP, haverá panfletagem em todas as entradas a partir das 13h30 de hoje. Porém, não há paralisação marcada.

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