O papa Francisco, 77, deu início, nesta segunda-feira (26), ao último dia de sua visita ao Oriente Médio, em uma corrida agenda pela manhã.
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Reuters |
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O papa Francisco iniciou, nesta segunda-feira (26), seu último dia de visita ao Oriente Médio |
Em poucas horas, reuniu-se com autoridades islâmicas nas imediações da mesquita de Al-Aqsa, e então com líderes judaicos diante do Muro das Lamentações. Em seguida, prestou homenagem ao túmulo do pai do sionismo, Theodor Herzl, em um gesto inédito entre seus antecessores papais. Dali, fez uma rápida visita a um memorial ao Holocausto, onde lamentou o Holocausto.
"Recorde-se de nós em tua misericórdia. Damos graça por nos envergonhamos do que, como homens, fomos capazes de fazer, por nos envergonhamos desta máxima idolatria, de termos desprezado e destruído nossa carne, esta carne que tu modelaste do barro, que tu vivificaste com teu sopro de vida", clamou.
O papa acendeu a chama do monumento e saudou alguns sobreviventes.
Ao redor do meio-dia, o pontífice foi recebido pelo presidente Shimon Peres em sua residência, em Jerusalém, conforme a cidade agonizava, presa em um pesado trânsito causado pelo aparato de segurança.
Ali, ele fez um breve discurso pedindo que Jerusalém seja de fato uma cidade de paz. Ele solicitou o livre acesso aos Locais Sagrados para os fiéis das três grandes religiões monoteístas: judeus, muçulmanos e cristãos.
"Que belo que os peregrinos e os residentes possam comparecer livremente aos Locais Sagrados e participar nas celebrações", afirmou o papa durante a visita."Que Jerusalém seja verdadeiramente a cidade da paz. Que resplandeça plenamente sua identidade e seu caráter sagrado, seu valor universal religioso e cultural, como tesouro para toda a humanidade", disse Francisco.
"A construção da paz exige o respeito à liberdade de todas as pessoas", ele disse. No domingo (25), o pontífice havia feito uma parada inesperada e rezado diante do muro que separa Jerusalém de Belém, em uma forte imagem relacionada ao conflito entre Israel e palestinos.
ÁRABES CRISTÃOS
Alunos árabes de escolas cristãs de Jerusalém assistiram ao encontro entre o pontífice e o presidente Peres. Antes da entrada do papa Francisco, uma freira lhes ensinava a gritar "viva el papa!" em espanhol. A maioria confundiu-se e gritou "viva la papa!", no feminino. Um dos jovens tinha consigo a bandeira da Argentina.
"Só quero uma coisa", disse Wesam Salem, 16, à reportagem. "Que o papa crie um time de futebol para o Vaticano."
O papa Francisco encontrou-se ali com crianças com câncer, para benzê-las. O pianista Alberto Aredez também levou sua filha, Laura, 19, para o ritual. Ela é cega e tem deficiência mental. "É uma honra para a nossa família", ele disse, a respeito do encontro.
O pontífice se reúne, durante o dia, também com o premiê Binyamin Netanyahu. Às 17h20 (horário local), ele celebra uma missa no local que marca a última ceia de Jesus. Às 20h, se despede do país.
