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Irmãos de Bauru têm esperança que morador de rua pode ser o pai que está desaparecido

Ana Paula Pessoto
| Tempo de leitura: 2 min

Esperança e preocupação se misturam nos olhares dos irmãos Lucas Alves, 26 anos, e Bruna Cristina Martins, 24 anos, que procuraram a reportagem, na manhã de ontem, para falar que acredita que José Roberto Martins, 44 anos, um morador de rua que vive em Miranda (MS) seja o pai deles. Conforme publicado pelo JC na última sexta-feira (6), Martins procurou a assistência social daquela cidade para dizer que quer reencontrar a família de Bauru, cidade onde nasceu, cresceu e teve filhos.

Segundo Bruna, uma das irmãs de José Roberto que vive em Bauru (ele teria duas irmãs), viu a matéria publicada no JC e avisou os sobrinhos sobre o paradeiro do pai. “Estamos procurando por ele há anos. Nossas lembranças são poucas. Algumas fotos ainda da primeira infância e nada mais. O que sabemos sobre ele é o que nos contam. Queremos ouvi-lo. Por brigas familiares, fomos separados de nosso pai. Agora, adultos e já casados, decidimos procurar por ele, resgatar nossa história, saber como ele está e o que aconteceu no passado”, diz, emocionada.

De acordo com o relato de Bruna e Lucas, José Roberto era um homem trabalhador, inclusive com carteira assinada, em Bauru. Porém, entregou-se ao vício do álcool quando a mãe faleceu. “Ele sempre bebeu e minha mãe, achamos que para nos proteger, não permitiu o nosso contato com ele. Eles se separaram quando ainda éramos muito pequenos. Entendemos os motivos dela. Mas queremos nos reaproximar do nosso pai”, completa Lucas.

Busca

Já há algum tempo, os irmãos procuram pelo paradeiro do pai através de antigos colegas de trabalho em uma oficina mecânica, por registros no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), no cartório onde ele foi registrado. “Mas não encontramos nada. Essa notícia, que partiu dele, caiu em nossos colos. Até agora não acreditamos que temos uma pista concreta sobre onde ele pode estar”, enumera Bruna.

Lucas já tem uma filha, Monique, de 4 anos. “Mesmo assim, fica uma lacuna, sabe. Falta esse convívio”, desabafa. Os irmãos passaram o sábado em busca de informações sobre o pai. Eles vão procurar amanhã a Secretaria de Bem-Estar Social.

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