Esportes

Chegou a hora, vai ter Copa: Brasil estreia em busca do hexa

Neto Del Hoyo
| Tempo de leitura: 2 min

O clima é diferente. Era para ser tudo festa, alegria contagiante, um país inteiro em êxtase. Mas, de repente, bateu o medo. A incerteza. Sensação de que se você torcer pela Seleção estará remando contra a maré, indo contra o bem geral da Nação.

 

O Brasil, um país livre e democrático, vive em guerra com seu próprio umbigo. A ansiedade de alguns (especialmente para a estreia hoje, às 17h, contra a Croácia, no Itaquerão) contrasta com o clima das ruas.

 

Não vamos aqui tapar os olhos para os dilemas do País. Sim, temos problemas. E muitos. O JC tem feito seu papel, fiscalizando e informando sobre todo processo que envolve o Mundial desde 2007, quando a Fifa concedeu ao Brasil o direito de sediar uma Copa. 

 

Foi no dia 30 de outubro de 2007. O então presidente da CBF, Ricardo Teixeira, assegurou que tudo estaria pronto para a grande festa do futebol mundial. Quase sete anos se passaram, a bola vai rolar hoje com o jogo entre a Seleção Brasileira e a Croácia, no Itaquerão (que insistem em chamar de Arena Corinthians). E o clima ainda não é de festa. 

 

Uma das justificativas mais comuns dos ‘anti-Copa’ é a de que o custo do Mundial desfalcará a saúde e educação. Não. Essas áreas tiveram seus recursos preservados. Aí você pode falar que o que foi gasto na Copa poderia ter aumentado o montante da saúde e da educação. Sim, poderia. Mas seria?

 

É preciso cobrar. É justo protestar. Mas é fundamental que isso seja feito com inteligência. Com consciência. Com objetivos claros. Num País de oportunistas, temos que driblar criadores de ideais de Verão, paladinos da justiça. 

 

Precisamos dar os devidos pesos aos nossos defeitos e às nossas virtudes. Isso deixando de lado todo preconceito, má-fé e desinformação. Abandonando o nosso velho complexo de vira-latas já cantado por Nelson Rodrigues. Essa expressão foi criada após o Maracanazo, na final de 1950, quando um sentimento crônico de inferioridade ficou evidente entre os brasileiros. Não vamos deixar isso se repetir. Nem o Maracanazzo, nem a ‘viralatisse’ aguda.

 

Novo

 

Em clima de Copa (e ele existe, sim), o caderno de Esportes do JC apresenta hoje seu novo formato, que seguirá após o Mundial. Nesta edição, são 12 páginas com análise dos grupos da Copa, a apresentação do primeiro duelo, entre Brasil e Croácia, e um raio-x dos 12 estádios da disputa, principal ponto de discórdia nesta empreitada histórica no País do Futebol.

 

Hoje, em sua estreia, o Brasil de Felipão tem que mostrar que não depende de Neymar. A Seleção vai jogar contra um adversário experiente, que marca bem e que é perigoso na frente. Mais do que isso, joga sem pressão. Essa estará toda do nosso lado. Então, com Neymar bem marcado, Hulk, Oscar e Fred vão ter que mostrar que sabem ser protagonistas, se isso for preciso. 

 

(Leia texto integral na versão impressa do JC)

 

 

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