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Nas vésperas da entrada da nova estação, Bauru vive verdadeira "sinfonia de tosse"

Bruna Dias
| Tempo de leitura: 2 min

É só esfriar que logo ouvimos aquela velha e conhecida “sinfonia” que não agrada: a tosse. Seja seca ou com secreção, ela acomete, em sua maioria, as crianças. Para se ter uma ideia, chega a aumentar em até 20% a demanda no Pronto Atendimento Infantil (PAI) de Bauru. 

 

O diretor do Departamento de Urgência e Emergência (DUE) da Secretaria Municipal de Saúde, Luiz Antônio Bertozo Sabbag, explica que existem dois tipos de tosse: a seca e a com secreção.

 

“Predominantemente, a tosse seca é alérgica, mas no inverno, isso independe. Já a tosse com secreção é resultado de uma gripe, ou uma bronquite, por exemplo. Ela vem carregada. Nesta época do ano, o aumento de casos é de crianças. Para adultos muda muito pouco”, disse.

 

Os pequenos são os principais “músicos” da “sinfonia” já que costumam brincar muito, acabam sentindo calor, e tiram os agasalhos. “Os bebês e crianças de até 2 anos têm resistência mais baixa mesmo. Então, elas pegam a ‘friagem’, como os antigos diziam”, acrescentou o médico.

 

Doenças

 

Mas como surge a tosse no inverno? Sabbag explica que o ar não consegue chegar na temperatura ideal até os pulmões, o que deixa as mucosas irritadas. “O ar frio passa pelas narinas, faringe, laringe, e chega ainda frio até os pulmões. Por isso, as mucosas ficam irritadas.

 

Além das baixas temperaturas, outro fator é determinante para a doença: o ar seco. “Nesta época o ar fica mais seco, o que também deixa as mucosas irritadas, resultando em tosse e outras doenças respiratórias”.

 

Cof cof...

 

Anabel dos Santos, 28 anos, tentou, mas não conseguiu evitar o atendimento médico para ela e aos filhos Maria Eduarda, 7 anos, Luis Gustavo, 2 anos, e Thiago Vinícius, 10 anos, no Pronto Atendimento Infantil (PAI) e Pronto-Socorro Central (PSC). 

 

“Eles estão com febre e tosse. Já têm rinite, mas, com esse frio e o tempo seco, ficam assim. Já foram medicados com xarope e antialérgico. Agora, sou eu quem vou passar pelo médico”, disse a mulher.

A pequena Kimberlly de Oliveira Motta, de 1 ano e três meses, já tinha até tomado antibiótico, contou a mãe Anita Cristiane da Costa, 25 anos. Porém, a tosse não passou. “Ela fica com o nariz entupido, coriza, tosse e muita secreção. Já passamos por pré-consulta. Agora, estamos esperando o diagnóstico do médico”, disse. 

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