Agência Brasil/Arquivo |
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Questionado sobre o desempenho na pesquisa CNI-Ibope, Campos se declarou otimista com sua vitória |
Horas após o anúncio de que seu partido, o PSB, faria importantes alianças regionais com legendas adversárias, o presidenciável Eduardo Campos minimizou eventuais prejuízos da manobra.
"Uma coisa é a campanha nacional e outra é a estadual", disse Campos, durante uma festa de São João, em Caruaru (PE), promovida pelo governador João Lyra Neto, na noite de sexta-feira.
À tarde, o PSB havia firmado acordos nos dois principais colégios eleitorais do país: São Paulo e Rio.
Um pessebista - provavelmente o deputado Márcio França - deverá concorrer como vice do governador Geraldo Alckmin (PSDB) e Romário disputará o Senado na chapa encabeçada por Lindbergh Farias (PT).
Campos afirmou a jornalistas que as campanhas regionais serão feitas seguindo as "ideias e o programa" do PSB.
"Vamos fazer a campanha em São Paulo com os nossos companheiros, com as nossas ideias, com o nosso programa, com os partidos que estão apoiando a nossa candidatura, como vamos fazer em todos os lugares do país."
Campos argumentou que o debate sobre os palanques regionais faz parte do passado. "Até esse termo 'subir no palanque' é velho", disse. "Tanto eu quanto a Marina temos dito que vamos governar o Brasil com os melhores. E nós podemos governar o Brasil com os melhores do PT, do PSDB, com os melhores que não têm partido", afirmou o pré-candidato à Presidência.
Campos se disse "tranquilo" com o apoio ao candidato do PT, apesar das recorrentes críticas que faz ao partido, do qual foi aliado ao longo da vida política, tendo chegado a assumir o posto de ministro da Ciência e Tecnologia no governo Lula.
"Tenho uma relação com Lindbergh que não é de hoje. Eu o conheço desde que ele era líder estudantil. Ele fez minha campanha para prefeito em 1992. Nem por isso deixei de apoiar o Miro [Teixeira] como nosso candidato até ele desistir", disse.
Questionado sobre o desempenho na pesquisa CNI-Ibope, em que aparece com 10% das intenções de voto, atrás da presidente Dilma Rousseff (39%) e do tucano Aécio Neves (21%), Campos se declarou otimista com sua vitória.
