Internacional

Argentina se aproxima de um segundo calote da dívida em 13 anos

Felipe Gutierrez e Raquel Landim
| Tempo de leitura: 1 min

O juiz americano Thomas Griesa manteve a decisão de obrigar a Argentina a pagar imediatamente US$ 1,3 bilhão ao fundo NML, com o qual o país está em litígio, o que  aproxima cada vez mais o país de um segundo “default” (calote) em 13 anos.

A defesa do governo havia pedido para que a sentença fosse suspensa para ter tempo de negociar. Griesa escreveu que “esse pedido (de suspensão) não é apropriado”.

A decisão do juiz, ontem, ocorreu pouco depois de o governo argentino anunciar que depositou US$ 832 milhões em bancos fora do país para pagar a parcela de sua dívida que vem sendo honrada - inclui 92% dos credores que aceitaram renegociar a dívida após o calote de 2001.

Com a decisão de Griesa, a Justiça dos EUA pode confiscar o dinheiro que o país destina aos credores que já vinham recebendo. Se não receberem seus vencimentos, haverá um “default técnico” - depois do dia 30 de junho, ainda há um prazo de mais 30 dias sem pagamento para que o calote seja confirmado.

Pela decisão da Justiça americana, o US$ 1,3 bilhão tem de ser pago juntamente com os demais credores.

Comentários

Comentários