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Obra do Copom finalmente é entregue

Cinthia Milanez
| Tempo de leitura: 3 min

Malavolta Jr.

Sede terá 2.927 metros quadrados construídos e deve acabar com uma novela: videomonitoramento

Depois de dois anos de atraso, a obra da nova sede do Centro de Operações da Polícia Militar (Copom) de Bauru foi entregue este mês. Contudo, o serviço está previsto para começar apenas dentro de três meses, porque falta a adaptação para receber o sistema de lógica - equipamentos responsáveis por ligações telefônicas e contato via rádio, parte orçada em R$ 3 milhões, 23% do valor total investido pelo Estado, equivalente a R$ 13 milhões -, além da montagem de outros equipamentos, que já foram comprados.

De acordo com o coronel Airton Iosimo Martinez, comandante do Comando de Policiamento do Interior 4 (CPI-4), onde a sede do Copom permanecerá instalada, o atraso de dois anos da entrega da obra ocorreu devido ao descumprimento de prazos por parte das empresas contratadas por licitações. “Porém, elas receberam punições”, reitera o comandante.

Martinez acrescenta ainda que as novas instalações contarão com três pavimentos, distribuídos nos 2.927 metros quadrados de área construída, cuja entrada principal será na quadra 6 da rua Aymorés, na Vila Antártica. No térreo, ficarão auditório e sala de imprensa.

No primeiro andar, uma novidade. Além da área para atendimento e despacho de viaturas, haverá uma sala de gerenciamento de crises, destinada a reuniões de autoridades quando o município passar por alguns problemas, como enchentes.

No último andar, ficarão as salas de treinamento, além de áreas de descompressão, ou seja, ambientes destinados ao descanso. “Com uma estrutura que abrigará até 200 pessoas trabalhando em um mesmo turno, o órgão atenderá 89 municípios de seis regiões. Hoje, nós atendemos 39 cidades”, diz Martinez. Ele pontua que, mais para frente, deverá centralizar o atendimento de emergência de outros órgãos, como Defesa Civil, Corpo de Bombeiros e Polícia Militar Rodoviária, nas novas instalações.

Digitalização

Airton Iosimo Martinez explica que a digitalização da comunicação será um passo dado mais para frente, porque exige um investimento de, pelo menos, R$ 40 milhões. “Diante disso, continuaremos fazendo uso de equipamentos analógicos até, no mínimo, 2016”, explica Martinez.

O comandante relata também que os meios digitais trazem uma série de benefícios, mas o mais importante deles é a garantia de que a comunicação não será copiada. Ele exemplifica, inclusive, o caso da Capital, onde o procedimento já é aplicado. “Mas, no Interior, só mais para a frente”, finaliza o comandante.


‘190 terceirizado’

Já em processo licitatório em São Paulo e São José dos Campos, a contratação de uma empresa de comunicação que se responsabilize pelos atendimentos telefônicos da polícia ainda está longe da realidade de Bauru. “Se der certo nessas cidades, a tendência virá até o Interior, mas só a partir de 2015”, completa o comandante do CPI-4, Airton Iosimo Martinez.

Mas será que o atendimento feito por civis não seria arriscado? Martinez diz que não, porque os atendentes passariam por, no mínimo, um mês de treinamento e seriam supervisionados por policiais. “Hoje, nós já trabalhamos com temporários, que são contratados por dois anos, mas não são militares. Quando houver dúvidas, os supervisores assumem o atendimento. Diante disso, teremos mais policiais nas ruas”, explica o comandante.

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