Leonardo de Brito

Em Confiança

Leonardo de Brito
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PAPELÃO INACREDITÁVEL
Acabou a festa por conta da caixinha de surpresa ? digo, do papelão. Apesar do nosso fraco futebol nessa Copa do Mundo, especificamente nas semifinais, o esporte das multidões é imprevisível, sem dúvida. A Alemanha sofreu para vencer a Argélia na prorrogação mas massacrou o Brasil na casa do pentacampeão. Fora o baile. Afirmei, várias vezes, que nunca tive medo dos alemães, mas se eles não tivessem aliviado no segundo tempo, o massacre seria maior ainda. Se a derrota fosse por 1 a 0, 2 a 0, 3 a 1, seria até certo ponto normal, mas apanhar de 7 a 1 é inacreditável. Foi um pesadelo, uma tragédia, a maior da história do selecionado brazuca que sempre acreditei. Meu palpite para o jogo de ontem foi vitória nossa por 1 a 0, mas logo que a bola começou a rolar, não senti firmeza no Escrete Canarinho. Atacando e defendendo em bloco, nunca vi uma seleção tão veloz e entrosada como a Alemanha, a melhor dos últimos 20 anos. Já a do Brasil é uma das piores de sua história. Mas não adianta crucificar ninguém agora, ainda porque, antes do vexame de ontem no Mineirão, a equipe de Felipão era só alegria e esperança. Agora, além do sonho do hexa acabar, os brasileiros terão que ouvir as gozações dos argentinos.

GIGANTES
O duelo entre Argentina e Holanda no Itaquerão é briga de cachorro grande. Esse é o quinto jogo entre ambos em Copa do Mundo, sendo que um deles foi a final de 1978 na Argentina (ler memória). O time sul-americano é forte no ataque mas dá espaço ao adversário. O europeu é bom no contra-ataque e equilibrado emocionalmente. Os hermanos buscam o terceiro título mundial. Trivice, a Laranja nunca foi campeã. Torço para os holandeses que devem vencer a semifinal de hoje.

MISTÉRIO
Com uma lesão muscular, De Jong está fora da Copa. Porém, segundo o jornal ?De Telegraaf?, de Amsterdã, o volante recuperou-se e é a arma secreta da Holanda. Já a Argentina, sem Di Maria, tem uma dúvida de ordem tática. Preocupado com o trio ofensivo holandês - Robben, Sneijder e Van Persie ?, o técnico Alejandro Sabella pode escalar o zagueiro Basanta no lugar do atacante Lavezzi.

MEMÓRIA
Final da Copa do Mundo de 1978: Argentina 3 x Holanda 1, em Buenos Aires, gols de Kempes 2 e Bertoni. Poortvliet descontou. Árbitro: Sergio Gonella. Público: 77.500. Argentina: Fillol; Olguín, Galvan, Passarella e Tarantini; Gallego, Ardiles (Larrosa) e Ortíz (Houseman); Bertoni, Luke e Kempes. Técnico: César Menotti. Holanda: Jongbloed; Poortvliet, Krol, Haan e Brandts; Jansen (Suurbier), Neeskens e Willy Van DeKherkof; Rep (Nanninga), René Van DeKherkof e Resenbrink. Técnico: Ernst Happel.

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