Internacional

ONU aprova investigação internacional sobre queda de avião na Ucrânia


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O Conselho de Segurança da ONU aprovou nesta segunda-feira (21), por unanimidade, uma resolução que pede investigação internacional independente sobre a queda do avião da Malaysia Airlines na última quinta-feira, que matou 298 pessoas na Ucrânia. 

 

A Rússia, que tem poder de veto no Conselho, votou junto com Estados Unidos, Reino Unido e França a favor do texto, de autoria da Austrália, que pede “acesso seguro” aos investigadores e para que os corpos sejam retirados do local.

 

No domingo (20), a agência de notícias Reuters afirmou que o rascunho condenava a “derrubada” do avião e exigia que os responsáveis por este incidente “sejam responsabilizados e que todos os Estados cooperem plenamente com os esforços para estabelecer essa responsabilidade”. 

 

Ainda não está claro se o texto final cita um envolvimento direto dos separatistas pró-Rússia na derrubada. 

 

Caixas-pretas 

 

Os rebeldes separatistas da Ucrânia entregaram nesta segunda-feira a autoridades da Malásia as caixas-pretas do voo MH17, quatro dias após a queda do avião no leste do país, que matou 298 pessoas.

 

Também nesta segunda-feira, o trem que armazenava a maioria dos corpos das vítimas deixou a estação da cidade de Torez, controlada pelos separatistas.

 

O destino dos vagões foi Kharkov, a maior cidade do leste em poder do governo da Ucrânia, que agora terá a ajuda de especialistas internacionais na identificação dos corpos.

 

Enquanto se definia o destino dos corpos, a cidade de Donetsk, sob domínio dos insurgentes, viveu um dia de tensão, com confrontos na área da estação de trem. Pelo menos três pessoas teriam morrido.

 

O presidente da Ucrânia anunciou trégua num raio de 40 quilômetros da área da queda do avião, mas a medida não atingia Donetsk.

 

Ao todo, 282 dos 298 mortos foram localizados, além de fragmentos de 16 deles. Não há informação precisa sobre quantos foram transportados nos vagões, mas a estimativa é que teria sido praticamente a totalidade.

 

Derrubada de avião é ‘gravíssima’

 

O presidente da Comissão Europeia, o português José Manuel Durão Barroso, classificou a possível derrubada do avião da Malaysia Airlines por separatistas pró-Rússia no leste da Ucrância como “um dos fatos mais graves nos últimos anos no plano da segurança mundial” e cobrou uma resposta de Moscou ao caso. 

 

“Esta situação nova tem a ver com um ataque contra um avião civil. É um fato de extrema gravidade e a comunidade internacional não pode deixar passar impune uma situação dessas. Se começarmos a aceitar que aviões comerciais transportando civis podem ser derrubados por mísseis terra-ar, para onde vai este mundo?”, disse o líder da União Europeia, em entrevista no Brasil após almoço na  Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan). “Isso é gravíssimo e não pode ser aceito. Eu espero, por isso, que a Rússia faça de tudo para esclarecer o que se passou.”

 

Paul Vreeker/United Photos/Reuters

O aeroporto de Schiphol, na Holanda, tornou-se um enorme memorial das vítimas do voo MH17 

 

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