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Obra que vai tirar o esgoto de Rio Bauru começa semana que vem

Vinicius Lousada
| Tempo de leitura: 3 min

As obras de interceptores que darão fim ao despejo de esgoto no Rio Bauru deveriam estar prontas desde dezembro de 2012. Após muitos problemas durante a licitação, a instalação dos tubos deverá começar já na semana que vem, quando a empresa Stemag Engenharia e Construções, vencedora da concorrência pública, montará seu canteiro de obras na região da avenida Nuno de Assis, onde estará concentrada a maior parte dos serviços.

 

Essa é a última obra de infraestrutura necessária para garantir o tratamento de esgoto na cidade, antes da construção da estação principal. Os serviços custarão R$ 16,7 milhões – a serem pagos com recursos do Fundo de Tratamento de Esgoto (FTE) - e vão abranger também a instalação de interceptores às margens do córrego Água Comprida, afluente do Rio Bauru.

 

Outro aspecto importante é que, após a conclusão da obra, o incômodo e persistente mau cheiro sentido nas proximidades do Rio Bauru deixará de existir, já que o esgoto passará a ser tubulado.

 

Diretora da Divisão de Planejamento do Departamento de Água e Esgoto (DAE), Nucimar Paes adianta que, por outro lado, os próximos oito meses – tempo previsto para a conclusão das obras – serão de bastante incômodo já que a instalação dos interceptores vai afetar o tráfego na região Central da cidade.

 

Para minimizar transtornos, a autarquia, em parceria com a Empresa Municipal de Desenvolvimento Urbano e Rural de Bauru (Emdurb), deve, a partir da semana que vem, divulgar previamente quais trechos das vias serão interditados.

 

“A empresa vai apresentar um cronograma até o fim dessa semana e, então, poderemos divulgar a programação. A ideia, inclusive, é que os serviços sejam divididos em mais de uma frente de trabalho, que atuarão simultaneamente”, pontua Nuncimar.

 

11 QUILÔMETROS

 

Ao todo, serão instalados 11 mil metros de interceptores. A margem direita do Rio Bauru, da avenida Nações Unidas até o trecho já executado na altura do pátio ferroviário, terá extensão de 1.954,28 metros com tubulações de concreto de 1.000 milímetros. 

 

O Método Não Destrutivo (MND) Tunnel Liner, realizado através de perfurações no subsolo na horizontal por onde passam os tubos, será utilizado em 168 metros. O restante da obra será feito pelo sistema tradicional, ou seja, através de valas a céu aberto. Na margem esquerda, da avenida Nações Unidas até trecho já executado próximo da antiga Bunge, serão implantados 3.082,73 metros com tubulações de concreto de 700 e 1.200 milímetros, sendo que 196 metros através serão implantados pela tecnologia MND. 

 

“Esse modelo não destrutivo é muito complexo e será utilizado para construir 11 travessias sob a linha férrea. Como algumas dessas linhas ainda são utilizadas, não tivemos autorização para abrir valas nesses pontos”, explica Nucimar Paes.

 

Na margem direita do córrego Água Comprida serão assentados 4.805,40 metros com tubulações de 450 e 750 milímetros, com início na altura da foz com o Rio Bauru até transpor a avenida Nações Unidas. Na margem esquerda, da avenida Rodrigues Alves até o ponto de lançamento existente na altura do Parque Camélias,  a tubulação terá extensão de 1.548 metros e tubulações de 450 milímetros.

 

Estação de esgoto

 

Enquanto não for construída a Estação de Tratamento de Esgoto (ETE), os dejetos recolhidos pela rede de interceptores continuarão sendo lançados no Rio Bauru, mas fora da área urbana do município. A obra de R$ 123 milhões, cujos R$ 118 milhões foram disponibilizados pelo governo federal, está em fase de licitação.

 

Menos volume

 

Nucimar Paes, engenheira do DAE, avisa que, após a conclusão das obras de canalização do esgoto, o corpo d’água do Rio Bauru será reduzido drasticamente. Isso porque mais da metade do volume visto atualmente corresponde a esgoto. “Acho que as pessoas vão estranhar bastante”.

 

Ela explica, porém, que o rio nunca será completamente despoluído, pois toda a água pluvial canalizada é direcionada a ele. “Mas aquela má impressão do cheiro, com certeza, vai acabar”.

 

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