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Dilma nega "tarifaço" caso seja reeleita

Folhapress
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A presidente Dilma negou ontem a possibilidade de um “tarifaço” nos preços caso seja reeleita de outubro. Em entrevista após sabatina na Confederação Nacional da Indústria (CNI) com os presidenciáveis, Dilma negou que seu governo esteja segurando preços numa estratégia para alavancar sua campanha, promovendo posteriormente um aumento em grande escala dos preços no País.

“Essa história do tarifaço é mais um movimento no sentido de instaurar pessimismo, comprometer o crescimento do País”, completou.

Candidata à reeleição, Dilma comparou o que chama de “boato” do tarifaço ao suposto racionamento de energia que ocorreria em seu governo.

Dilma também comentou a proposta de seus adversários de reduzir à metade seu atual número de ministérios (39). A presidente defendeu nominalmente algumas pastas, como Igualdade Racial e direitos Humanos, e questionou: “qual é o ministério que eles querem acabar? Quando eles disserem, a gente discute”.

No debate na CNI, Aécio Neves (PSDB) e Eduardo Campos (PSB) defenderam a redução no número de ministérios, mas não revelam quais seriam as pastas extintas, caso eleitos.


Reforma tributária

Sobre a reforma tributária, Dilma defendeu a sua aprovação fatiada, como tramita no Legislativo. A presidente disse esperar que o Congresso discuta o tema no primeiro ano do novo governo, em 2015, quando considera que há “força política” para a discussão do tema.

“Eu acredito que é muito mais difícil você passar uma reforma integral, completa, porque o processo de negociação fica muito complexo”, afirmou.

Dilma disse esperar a aprovação de propostas que já tramitam no Legislativo, como a que reduz alíquotas do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS).

Em relação à reforma política, a presidente voltou a defender a aprovação de plebiscito pelo Congresso questionando a população sobre as mudanças que devem ser implementadas no sistema político.

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