Nacional

Campos diz que governo não vê turismo como atividade importante

João Alberto Pedrini, enviado especial
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O candidato à Presidência da República pelo PSB, Eduardo Campos, disse no sábado (2) que o governo federal não olha o turismo como uma atividade importante para o desenvolvimento econômico do país e que há muita improvisação no setor.

"Há pouca articulação do governo para implementar políticas públicas [no turismo] que possam otimizar esforços, integrar ações e impactar na geração de emprego e renda no país", afirmou o ex-governador de Pernambuco, durante evento que reuniu prefeitos de estâncias turísticas do Estado de São Paulo, em Brotas (246 km de São Paulo).

"Temos um país maravilhoso do ponto de vista dos recursos naturais, uma gente que sabe receber pessoas como poucas no mundo. E temos ainda um resultado muito insuficiente no que diz respeito ao turismo", afirmou Campos.

Em seu discurso, ele voltou a criticar a política econômica do governo, dizendo que o Brasil "precisa de mudanças" na área.

"O país trocou um tempo de crescimento econômico e inflação sob controle para um tempo de quase recessão, por uma inflação que está fora da meta, controlada artificialmente por causa do processo eleitoral, com uma taxa de juros entre as maiores do mundo. Tudo isso nos leva a quatro anos de menor crescimento da história do país", disse.

Ele também citou que nos últimos três anos os municípios brasileiros reduziram sua participação nas receitas do país – de 13% para 11% – e voltou a prometer aumento de repasses do FPM (Fundo de Participação dos Municípios), como já havia feito em outras oportunidades.

Mais uma vez, Campos criticou o atual sistema político brasileiro, baseado "numa governança de coalizão, com um modelo esclerosado, ultrapassado, sem confiança da sociedade, colocando em risco a crença nas instituições e na política."

Após o evento em Brotas, Campos viajou para o Ceará, onde cumpre agenda na tarde deste sábado (2).

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