Esportes

Lei de Responsabilidade Fiscal do Esporte será votada após eleição

Folhapress
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No primeiro round em Brasília, o Bom Senso F.C., grupo de jogadores de futebol criado em 2013 para reivindicar mudanças estruturais no futebol brasileiro, venceu a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) e os clubes.

A Câmara dos Deputados só deve analisar o projeto da Lei de Responsabilidade Fiscal do Esporte depois das eleições de outubro, informou nesta terça-feira (5) o presidente da Casa, Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN).

A decisão de postergar a votação agrada aos atletas, que querem incluir no texto modificações como a prestação de contas dos clubes a cada três meses, e não só apenas antes de as competições iniciarem, e a possibilidade dos times ficarem proibidos de inscreverem atletas em torneios se não estiverem cumprindo as exigências da Lei.

O texto, que propõe o refinanciamento das dívidas dos clubes por um prazo de até 25 anos desde que eles se adequem a parâmetros de gestão financeira e responsabilidade fiscal, também é criticado por alguns parlamentares.

Por esse motivo, Henrique avaliou que a proposta precisa ser melhor discutida.

"Haverá muitas emendas, muitos destaques. É uma longa e necessária discussão e não é nessa pressa que a gente vai conseguir votar. Certamente em outubro, a gente vota", disse Henrique.

O projeto havia entrado na pauta do plenário a pedido do deputado Vicente Cândido (PT-SP),sócio de Marco Polo Del Nero, próximo presidente da CBF, mas foi retirado hoje após a reunião com líderes partidários.

Siglas como o DEM e o PV já pediam desde o fim de julho mais prazo para analisar a matéria.

Até 2012, as dívidas dos clubes somavam quase R$ 4 bilhões. A matéria está na pauta do plenário e só depende de quórum suficiente para ser analisada. Se for aprovada, vai para o Senado.

A proposta estabelece contrapartidas para quem não cumprir as regras. Os clubes que não prestarem contas das dívidas poderão ser rebaixados. Eles terão ainda que apresentar certidões negativas de débito até um mês antes do início dos torneios.

Nesta terça (5), 11 jogadores do Bom Senso, liderados pelo meia do Coritiba Alex, foram até Brasília, para tentar garantir que suas emendas fossem incluídas no projeto. Eles se encontraram com os deputados federais Romário (PSB-RJ)e Otávio Leite (PSDB-RJ). Eles levaram uma faixa que pedia a inclusão das propostas no texto da Lei.

No Rio, durante encontro com cartolas de times das Séries C e D, Marco Polo Del Nero, defendeu o projeto como está. "Não haverá anistia aos clubes", disse.

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